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Como avaliar sua vida? - resenha crítica

Como avaliar sua vida? Resenha crítica
Desenvolvimento Pessoal

Este microbook é uma resenha crítica da obra: How will you measure your life

Disponível para: Leitura online, leitura nos nossos aplicativos móveis para iPhone/Android e envio em PDF/EPUB/MOBI para o Amazon Kindle.

ISBN: 978-85-508-0545-0

Editora: Alta Books

Também disponível em audiobook, baixe agora:


Resenha crítica

Encontrando a felicidade na carreira

O ponto inicial de Christensen é a discussão de prioridades. Isso, efetivamente, é o elemento central dos critérios da tomada de decisões. Dito de outra forma, você precisa definir o que é mais relevante em sua própria carreira.

Porém, tendemos a considerar elementos que, na prática, não nos deixa felizes. Para piorar, não percebemos a existência dessa lacuna tão cedo. O único modo de implementar uma estratégia eficaz consiste em dedicar todos os recursos possíveis a ela.

As boas intenções, embora sejam necessárias, não são suficientes. Tenha em mente que você não implementará a estratégia pretendida se não gastar o seu tempo, talento e dinheiro de um modo coerente com suas intenções.

Na sua vida, sempre existirão demandas constantes de sua atenção e tempo. Como você escolherá as demandas nas quais alocará os seus recursos? Uma armadilha comum consiste em destinar tempo a quem gritar mais alto, e o seu talento a quem oferecer recompensas mais rápidas.

Esse é um caminho muito perigosos para a construção de uma estratégia, pois fatores como a distribuição de recursos, equilíbrio de oportunidades com planos e as prioridades devem se articular.

Os processos são contínuos. Quando sua estratégia começar a se formar, você aprenderá cada vez mais, uma vez que sempre surgirão oportunidades e problemas. Ou seja, essas situações alimentarão os seus planos, em um ciclo contínuo.

Caso consiga compreender e gerir todo esse processo, você terá as melhores chances de acerto.

O que nos move

Não é possível desenvolver uma reflexão profunda acerca da felicidade sem, antes, compreender “o que nos move”. Ao nos vermos presos em carreiras infelizes e, inclusive, em vidas infelizes, temos um sinal claro da existência de um equívoco fundamental em relação ao que nos empolga.

Para muitos, um dos erros  mais fáceis consiste em se concentrar na tentativa de satisfazer os aspectos mais tangíveis do que consideramos ser o “sucesso profissional”, em uma noção equivocada, segundo a qual, esses elementos nos farão felizes.

Um escritório melhor, cargos de prestígio, salários mais altos. Todas essas coisas são, no fim das contas, o que nossos familiares e amigos interpretam como sinais de “vitória profissional”.

O problema, segundo o autor, pode ocorrer quando você focar nos aspectos tangíveis do seu trabalho. Nesse momento, você correrá o risco de “perseguir uma miragem”. Assim, você pensa que o próximo aumento salarial será, finalmente, o que lhe fará feliz.

Essa busca é inútil. Christensen afirma que devemos fazer perguntas diferentes das que temos feito a nós mesmos. Por exemplo: “as minhas atividades profissionais fazem sentido para mim? Elas me proporcionarão chances de desenvolvimento? Aprenderei coisas novas? Terei oportunidades de realização e reconhecimento?”.

Em suma, as respostas a tais questionamentos é o que irá lhe motivar. Tão logo perceba e entenda isso, os elementos mais palpáveis de seu trabalho começarão, paulatinamente, a perder importância.

Equilíbrio

Compreender o que nos empolga é um passo fundamental rumo à realização profissional. Mas isso representa somente metade da batalha. Será preciso encontrar uma carreira atrativa, capaz de satisfazer os chamados “fatores de higiene” (práticas de supervisão, política organizacional, condições laborais, segurança no emprego, compensação, status, dentre outros).

Entretanto, se essa satisfação fosse fácil, todos já a teríamos alcançado, não é mesmo? É imprescindível equilibrar a busca por objetivos e aspirações com o aproveitamento das oportunidades inesperadas.

Frequentemente, a administração desse processo estratégico evidencia a diferença entre fracasso e sucesso empresarial. O mesmo se aplica à sua carreira. Embora seja difícil acertar logo de cara, o sucesso não depende da inexistência de erros. Pelo contrário, você deve continuar experimentando e tentando, até encontrar a abordagem mais adequada.

São raríssimas as exceções de empresas que, de tão sortudas, começam com uma estratégia que a conduz ao sucesso. Sem estabelecer uma estratégia clara e encontrar algo que realmente funcione em sua carreira, você só perderá tempo.

Esse quadro pode ficar ainda pior, ao fechar sua mente e impedir que você aproveite oportunidades inesperadas. Enquanto você ainda estiver na fase de descobrir a carreira ideal, lembre-se de manter as portas de sua vida escancaradas.

A depender das circunstâncias, esteja preparado para tentar diferentes oportunidades, adequando a sua estratégia quantas vezes forem necessárias até encontrar aquilo que lhe satisfaça plenamente.

De outra forma, uma estratégia não faria sentido. Por mais complexo que possa parecer, seja honesto consigo. As mudanças podem ser difíceis e, provavelmente, será mais cômodo estacionar em sua zona de conforto.

O nosso autor adverte que isso pode ser extremamente perigoso, uma vez que você só adiará as coisas. Além disso, poderá acordar um belo dia, olhar no espelho e se questionar: “o que tenho feito de minha vida?”.

Agora que chegamos à metade da leitura, vamos conhecer melhor alguns princípios fundamentais para fazer uma avaliação assertiva de nossas vidas, seja no campo pessoal ou profissional.

A mão invisível em sua família

Muitos de nós tínhamos (ou temos) uma imagem bastante tranquila de como as nossas famílias seriam. Nesse cenário, as crianças são bem comportadas, respeitam e amam os seus pais; vamos nos divertir juntos e ficaremos orgulhosos quando forem adultos.

No entanto, como quaisquer pais experientes podem atestar, entre desejar uma família desse tipo e realmente tê-la há um espaço muito grande. Com efeito, uma das ferramentas mais poderosas para nos ajudar nesse sentido é a cultura.

Devemos aprender o seu funcionamento, visando nos prepararmos para desempenhar a exigente e difícil tarefa de influenciar a forma pela qual ela é moldada. Praticamente, todos os pais almejam criar filhos capazes de fazer boas escolhas.

Christensen indica que, para tanto, é altamente recomendável construir a melhor cultura familiar possível. Afinal, ela se tornará um conjunto informal de diretrizes acerca de como os seus membros se comportarão.

Essas normas são estabelecidas a partir do momento em que os indivíduos trabalham juntos para resolver os desafios cotidianos. Isso é válido tanto para as empresas quanto para as famílias: ao se deparar com um problema, é indispensável encontrar uma solução adequada.

Não se trata, somente, de controlar os maus comportamentos, mas de comemorar os bons. Reflita: o que a sua família mais valoriza? É o trabalho árduo? A criatividade? A generosidade? O empreendedorismo? A humildade? O que as suas crianças sabem que deve ser feito para merecerem elogios?

Segundo o autor, a cultura pode ser vista como uma espécie de “piloto automático”. O mais importante é o entendimento de que, para se estabelecer como uma força efetiva, você deve programar corretamente esse mecanismo.

Caso você, conscientemente, não construa e reforce, desde as primeiras etapas da sua vida familiar, a cultura formada poderá adquirir aspectos e características indesejáveis.

Permitir, por exemplo, que os seus filhos se sintam bem com comportamentos desrespeitosos e preguiçosos, iniciará o processo que incorporará esses elementos em sua cultura familiar.

Similarmente, deixe bem claro que sente orgulho deles quando atuam unidos e trabalham seriamente para a resolução de problemas. Obviamente, não é fácil ser constante ao ponto de sempre lembrar de oferecer opiniões positivas aos filhos quando fazem algo certo.

Contudo, são nessas interações cotidianas que a sua cultura será estabelecida e, pouco a pouco, consolidada. Quando esse processo estiver em curso, será quase impossível detê-lo.

Só dessa vez...

Muitas pessoas consideram que as mais importantes decisões éticas serão acompanhadas de um letreiro gigante, piscando um aviso em néon vermelho: “cuidado: decisão crucial à frente”.

Na realidade, não importa o quão ocupado esteja ou as possíveis consequências. Segundo o autor, a maioria das pessoas se comporta como se tivessem certeza de que, nos momentos decisivos, farão a coisa certa.

Ao pensarem sobre si mesmas, todas as pessoas consideram ser íntegras e corretas. Não obstante, a vida não funciona desse jeito. Nunca há sinais claros de alerta. Certamente, enfrentaremos uma série de decisões diárias que, esporadicamente, parecerão trazer, em si, algum nível de risco.

No longo prazo, porém, elas podem trazer muito mais perigo. Isso ocorre exatamente da mesma forma nas empresas. Nenhum líder escolhe ser atacado pela concorrência. São decisões aparentemente menores que foram tomadas no passado que levam as empresas por esse caminho.

Ao se deparar com a necessidade de investir em futuras inovações, as empresas tendem a esmiuçar os números, visando decidir o que deve ser feito a partir das expectativas geradas por suas atividades no presente.

Portanto, elas se baseiam no comportamento desses índices para determinar se podem abrir mão desses investimentos, se os lucros pagam os custos de implementação e assim por diante.

Sem embargo, há um grande equívoco escondido nessa forma de pensar. É o que Christensen conceitua como “armadilha do pensamento marginal”. Você pode vislumbrar os custos imediatos dos investimentos, mas é difícil prever com exatidão quais serão os custos de não investir.

Ao decidir que o lado positivo dos investimentos em novos produtos não é interessante (no caso de ainda possuir um produto aceitável), você não considera um futuro no qual alguém trará esse mesmo produto ao mercado.

Em outras palavras, você suporá que, em todos os aspectos, especialmente no que diz respeito ao dinheiro obtido com a comercialização dos antigos produtos, o mercado sempre permanecerá como tem sido até o momento. Por algum tempo, uma empresa não consegue ver quaisquer consequências dessa escolha.

Logo, a empresa não será “apanhada” imediatamente se algum concorrente não chegar na sua frente. Mas, o empreendimento que toma decisões fundamentadas no custo marginal pagará, invariavelmente, um preço por essa escolha.

Em muitas situações, é justamente isso que faz com que os negócios bem-sucedidos se abstenham de promover investimentos futuros até que, invariavelmente, fracassem. O mais curioso é que, novamente, isso também é válido para as pessoas.

A única maneira de evitar as consequências advindas de certas concessões morais é nunca ceder à tentação de começar a agir assim.

Notas finais

Cumpre ressaltar, por fim, que todas as empresas têm um determinado propósito. Ele dialoga com as prioridades da organização e, efetivamente, delineia as regras segundo as quais funcionários e gestores decidem o que é relevante a cada situação única.

Em diversas empresas, o propósito é estabelecido mediante o que Christensen chama de “estratégia de entrada emergente”. Esse conceito descreve o poder que funcionários e gestores têm de acreditar que o negócio existe apenas para ajudá-los, individualmente, a atingir suas finalidades pessoais.

Para essas pessoas, a organização existe, basicamente, para ser usada. Empresas com esse propósito, via de regra, desaparecem muito rapidamente. Seus líderes e produtos e/ou serviços seguem esse mesmo destino de insignificância.

Todavia, quando a empresa conta com um propósito convincente e claro, seu legado e impacto podem ser extraordinários. Isto é, seus valores servirão como um farol, apontando a atenção dos colaboradores para o que realmente interessa.

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Quem escreveu o livro?

Clayton M. Christensen (nascido em 6 de Abril de 1952) é professor de Administração na Harvard Business School (HBS), é mundialmente conhecido pelo seu estudo em inovação dentro de grandes empresas. Seu livro mais conhecido é o O Dilema da Inovação, onde criou a teoria de Inovação Disruptiva. Também é o fundador da Innosight, uma empresa de consultoria especializada em inovação. Clay é autor de vários livros, inc... (Leia mais)