Ciberataque Resumo - Ted Koppel

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Ciberataque

Ciberataque Resumo
Sociedade & Política

Este microbook é uma resenha crítica da obra: Lights Out: A Cyberattack, A Nation Unprepared, Surviving the Aftermath

Disponível para: Leitura online, leitura nos nossos aplicativos móveis para iPhone/Android e envio em PDF/EPUB/MOBI para o Amazon Kindle.

ISBN: 978-8568014608

Resumo

Guerra 2.0

A tese central do autor pode ser resumida em três premissas básicas:

  • a guerra cibernética é uma ameaça significativa para os Estados Unidos;
  • os norte-americanos estão, lamentavelmente, despreparados para ela;
  • há certas medidas, ainda que modestas, que podem ser tomadas para que o país se prepare.

Sua intenção declarada ao escrever o livro consiste em alertar os cidadãos estadunidenses sobre esse perigo, a fim de incentivá-los a se preparar, tanto quanto possível, para potenciais ataques cibernéticos que possam afetá-los gravemente.

Logo no primeiro capítulo, “Guerra 2.0”, Koppel reflete brevemente sobre um cenário apocalíptico em uma grande cidade, imersa na escuridão com a queda do abastecimento elétrico, além da escassez de água, comida e problemas imediatos com o descarte de lixo.

Em seguida, o autor apresenta um breve resumo da realidade atual, na qual observa que a guerra cibernética já está em curso, que os EUA estão realmente despreparados e que as consequências de um ataque em larga escala à rede elétrica do país seriam catastróficas para a segurança nacional e seu ordenamento econômico.

Ele chama a atenção dos leitores para a ironia presente no fato de que, em 2008, o governo norte-americano – com o auxílio de Israel – lançou um ciberataques bem-sucedido contra o programa nuclear do Irã, estabelecendo-se como a primeira nação a empregar uma arma digital.

AK-47s e PEMs

Nos capítulos seguintes, Koppel descreve um ataque com metralhadoras AK-47s na Subestação Metcalf, na Califórnia e explica o efeito quase inconcebível de um ataque de “pulso eletromagnético (PEM)”, mencionando o apagão de agosto de 2003 no nordeste dos EUA e discutindo longamente o setor de energia do país.

Décadas atrás, a energia elétrica nos Estados Unidos era distribuída por meio de pequenos monopólios “verticalmente integrados”. Agora, o sistema é extensivamente interconectado. Existem três grades operando com os mesmos sistemas para o controle, supervisão e aquisição de dados.

Eles, supostamente, só podem ser acessados em alguns pontos de entradas especiais chamados attacks surfaces – “superfícies de ataque”, em tradução livre – porém, é claro que os sistemas são muito mais vulneráveis do que se acreditava anteriormente.

Na verdade, até mesmo um termostato doméstico é uma superfície de ataque porque está conectado à empresa de energia local que, por sua vez está ligada à rede.

Guardiões da rede

As empresas de energia afirmam presunçosamente que os seus sistemas são seguros. Entretanto, o autor observa sombriamente que a única instituição com poder real para decidir como a indústria de energia deve ser protegida é a própria indústria de energia. Isso provoca imagens de uma raposa vigiando o galinheiro.

Uma entrevista com um alto executivo do setor – que pediu para ser identificado e minimizava os riscos de um ataque cibernético – reforçou as preocupações de Koppel.

Similarmente, as autoridades governamentais também consideram remotas as chances de ocorrerem novos ciberataques, apesar das evidências em contrário, e pouco fazem para preparar o país para enfrentar essa situação.

Não obstante, o autor constata que o mundo está preso a um estado de dependência cibernética. E, para piorar, a indústria de energia não está disposta a aceitar a responsabilidade por qualquer desastre em grande escala.

Em 2013, durante o seu discurso sobre o Estado da União – relatório anual apresentado ao Congresso – o Presidente Barack Obama tentou alertar o público acerca do perigo representado pelos ciberataques.

Nesse contexto, nosso autor observa que os riscos não se limitam a prováveis ataques da Rússia, China e Coreia da Norte, mas possivelmente também de ações independentes de terroristas e radicais islâmicos.

Aumenta a voltagem, diminui a voltagem

Os grandes transformadores de força, críticos para manter o abastecimento nos Estados Unidos, têm cerca de quarenta anos de idade. Há milhares deles e a falha de apenas um pode provocar rupturas monumentais no fornecimento de energia elétrica.

Não é possível simplesmente retirar um substituto da prateleira e fazer os reparos necessários em alguns dias. Um transformador desse porte deve ser especialmente encomendado – o que requer tempo para a sua construção – e cuidadosamente transportado por vagões ferroviários até o seu destino.

Estado de emergência

Os diretores do Departamento de Segurança Interna (DHS) parece, no mais das vezes, pouco preocupado com os ataques cibernéticos. Ao entrevistar um de seus funcionários mais graduados, Koppel ficou estarrecido com o aparente descaso das autoridades de segurança.

Do lado positivo, o administrador da Agência Federal de Gerenciamento de Emergências (FEMA), Craig Fugate demonstra entender claramente o problema, assim como o governador de Nova York, Andrew Cuomo e seu comissário de Segurança Interna, Jerome Hauer.

Lamentavelmente, contudo, a maioria dos funcionários do alto escalão do governo norte-americano não demonstram possuir a mesma consciência, o que se comprovou com um acontecimento que seria hilário, não fosse seu potencial trágico para a vida de milhões de contribuintes.

Rachel Baye, uma das assistentes de Koppel, ligou para o DHS no intuito de obter informações sobre a política aplicada pelo departamento para preparar o país para esse tipo de desastre e tudo o que obteve com resposta foi uma gravação da secretária eletrônica!

Até mesmo a Cruz Vermelha Americana – embora tenha ajudado em milhares de desastres – parece mais preocupada com a captação de recursos.

Sobrevivendo às consequências

A essa altura, Koppel aborda a preparação que tem ocorrido e que tipo de medidas vários grupos e indivíduos podem tomar. Alguns segmentos da sociedade estão cientes da possibilidade real de desastre.

Para exemplificar, o autor menciona o National Geographic Channel, embora seus programas sejam mais voltados ao entretenimento. Em seguida, ele passa um tempo considerável descrevendo pessoas e grupos chamados de “preparadores” ou “sobrevivencialistas” que perceberam que não podem depender do governo em casos de desastre.

Essas pessoas, entrevistadas na Virgínia, St. Louis, Missouri e Wyoming, formularam planos de sobrevivência, incluindo listas de alimentos, água e todos os equipamentos necessários para sobreviverem a um estado de calamidade.

Os mórmons

Koppel dedica três capítulos inteiros aos mórmons. Ele entrou em contato com o departamento de relações públicas da igreja e foi convidado para visitar Utah, onde está localizada sua sede.

O autor entrevistou o Presidente Henry B. Eyring, conheceu a Welfare Square – complexo urbano desenvolvido para prestar assistência a famílias necessitadas – visitou uma família mórmon e discutiu sobre a Igreja e seu programa de bem-estar com o historiador Richard E. Turley e com o diretor de produção e atividades da iniciativa, Don Johnson.

Para Koppel, o que os mórmons conseguiram é notável, pois, nenhum grupo de tamanho comparável chega perto de igualar seus esforços para se preparar ante a qualquer catástrofe que surja.

Ele cita, então, as observações de Stephanie Mencimer sobre a reação da Igreja ao furacão Katrina, cujas ações de resgate, socorro e amparo aos bens e vítimas atingidas pela tragédia superaram as ações realizadas pelo próprio governo federal.

Ambiguidade construtiva

De modo fascinante, nosso autor trata da questão de defender os itens armazenados em meio a um evento catastrófico. Ele perguntou se havia alguma orientação dos líderes da Igreja sobre utilizar armas para a defesa. A resposta foi negativa.

Não satisfeito, Koppel levou esse questionamento aos membros da Igreja. Uma família disse que doaria, de bom grado, seus itens duramente armazenados se alguém batesse à sua porta pedindo por eles.

Outros membros, porém, não compartilham dessa mesma opinião e indicaram ao jornalista que poderiam usar armas para defender o estoque de suas famílias. O conceito de “ambiguidade construtiva” foi cunhado pelo autor, justamente, para caracterizar a falta de diretrizes claras da Igreja a respeito da utilização de armas de fogo.

Soluções

Nosso autor observa que o modelo adotado pelos mórmons não pode ser replicado. Entretanto, há indivíduos e agências dentro do governo federal que estão tentando elaborar planos que as pessoas possam, de fato, implementar.

Uma boa sugestão, segundo Koppel, é utilizar pequenas usinas nucleares independentes como fontes de energia, à medida que elas não seriam parte da rede de abastecimento elétrico.

Obviamente, a rivalidade existente entre o Congresso, a DHS e a Agência de Inteligência Central (CIA) assegura que o progresso será lento. Além disso, em qualquer resposta militar a um ciberataques seria extremamente difícil determinar a identidade do agressor. Preocupações com a privacidade individual complicam ainda mais o cenário.

Notas finais

Para essa obra, o autor fez uma quantidade impressionante de pesquisa, entrevistou muitas pessoas, incluindo funcionários do governa e da indústria, sobrevivencialistas e outras figuras relevantes ao item em questão. Certamente, ele defende com admirável sucesso as alegações de sua tese.

Um dos pontos mais importantes levantados por Koppel é a constatação de que os Estados Unidos são capazes de lançar ciberataques poderosos, mas incapaz de se defender adequadamente deles.

Isso se deve, em grande medida, à falta de ação do governo federal. Por exemplo, não existe uma agência para defender o sistema bancário, o transporte ou a rede elétrica.

Desse ponto de vista, as recomendações do autor para a preparação individual parecem ser a melhor opção para o futuro dos cidadãos norte-americanos e de qualquer outro país que conviva com ameaças reais à sua segurança nacional.

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Quem escreveu o livro?

Ted Koppel é um jornalista americano, nascido no Reino Unido e mais conhecido como o "âncora do Nightline". Outros livros de sua autoria seriam "Lights Out" e "Off Camera", ambos que re... (Leia mais)