Brazillionaires

Alex Cuadros Também disponível em audiobook: Baixe nosso app para ouvir gratuitamente.

Estamos no Brasil. Ainda assim vivemos consumindo histórias e narrativas baseadas nas grandes fortunas das famílias bilionárias americanas. Afinal, pouco foi escrito sobre os nossos próprios bilionários, as fortunas "Made in Brazil". Em Brazilionaires, Alex Cuadros explora a história dos bilionários brasileiros. O livro foi considerado um dos melhores livros do ano de 2016 pela Financial Times. Nele, Alex nos conta um pouco sobre o passado do nosso país, sobre como esses bilionários acumularam suas riquezas – e em alguns casos até sobre como perderam essa riqueza também. Nessa narrativa, Cuadros nos ajuda a entender como a desigualdade social tem crescido no país e como a relação dos políticos e empresários molda o mundo de negócios brasileiro. É uma leitura interessantíssima para quem busca entender a criação das grandes fortunas brasileiras e os padrões que as permeiam. Vamos juntos explorar este microbook e entrar de cabeça no universo dos brasilionários?

A economia brasileira é gigantesca

Quando a Bloomberg News convidou o jornalista americano Alex Cuadros para falar sobre os bilionários brasileiros, ele se sentir na obrigação de investigar como os países em desenvolvimento estavam assumindo um papel importante na economia mundial e como a desigualdade social estava transformando estes países. Os bilionários brasileiros e suas enormes fortuna estão no topo da pirâmide econômica e acumulam poder e riquezas de maneira extravagante. Eles fazem parte dos 0.001% homens mais ricos do mundo. Mas Alex pesquisava e tinha alguma dificuldade de encontrar os tais bilionários. Ele descobriu os bilionários da Ambev e da 3G capital, mas não conseguia encontrar tantos mais. Aos poucos ele descobriu os bilionários escondidos. Eles estavam por trás de empresas como as cervejarias Schincariol e Devassa, e de construtoras como a Camargo Corrêa e a Odebrecht. Todos estes eram negócios bilionários, mas nenhuma destas pessoas estavam na lista de mais ricos da Forbes. Era isso que eles queriam: continuar invisíveis. Eles não queriam atenção, pois sabiam que suas fortunas escondiam histórias obscuras.

Nos quatro anos em que Cuadros acompanhou esses bilionários, aprendeu como esses homens se aproveitaram da economia, do governo e da mídia no Brasil para enriquecer e conquistar a admiração da população.

Embora seja o maior país da América do Sul e o quinto maior do mundo, o Brasil é, especialmente para os americanos, um lugar misterioso que remete a clichês como o samba e o futebol. O país é rico em recursos naturais e tem uma bela história, mas pouco se entende sobre sua economia, fora dele.

Com um governo corrupto e burocrático e com altos níveis de pobreza, fica claro que o Brasil, em uma perspectiva econômica, é um país muito atrasado, se comparado com economias como a americana ou alemã.

Recentemente, o país alcançou destaque internacional, junto com a Rússia, Índia e a China, como um dos membros do BRIC. Juntos, esses quatro países foram vistos como futuras potências da economia mundial. Entretanto, enquanto a China ainda é vista dessa maneira, as perspectivas para o Brasil mudaram bastante e o país deixou de ser um candidato à potência para se tornar um país de futuro incerto.

Uma população mal atendida e com baixa liberdade econômica

Você provavelmente já sabia disso, mas Alex abre seu livro explicando ao leitor que para a maioria dos brasileiros, é difícil o acesso a coisas básicas da vida. Educação, saúde e saneamento básico não são itens de acesso universal. A grande verdade é que um percentual alto da população fora das grandes capitais não tem acesso a estes serviços. Além disso, as capitais estão cheias de favelas e regiões sem a infraestrutura necessária para comportar os cidadãos com o conforto mínimo necessário. O Brasil conta com um sistema de educação pública de baixíssima qualidade e hospitais completamente sucateados para aqueles que dependem de serviços públicos.

Embora a constituição brasileira garanta cuidados a saúde gratuitos, se você tem um problema de saúde e não tem um plano de saúde privado no Brasil, é provável que você precise esperar o dia todo na sala de pronto atendimento. No hospital vão faltar profissionais, equipamentos e medicamentos. Ou seja, o direito, na prática, não é tão verdadeiro assim.

Outro aspecto importante e limitador da economia brasileira é que existe muita burocracia para realizar tarefas básicas como abrir uma conta no banco ou instalar uma linha telefônica. Além disso, cancelar estes serviços é ainda mais complicado. Quando você tenta trocar seu provedor de internet por exemplo, existe tanta resistência que você pode precisar registrar reclamações com as agências responsáveis do governo.

Trabalhos jurídicos ficam ainda mais difíceis, porque você precisa registrar sua assinatura e reconhecê-la em um cartório físico antes de enviar qualquer documento para o governo. Até mesmo para realizar as tarefas mais básicas o brasileiro pode ter que esperar por horas e preencher dezenas de formulários! Para que uma empresa faça seu imposto de renda, por exemplo, ela precisa de milhares de horas por ano, de acordo com estatísticas do próprio governo. Isso faz com que nasça um mercado paralelo à burocracia de contadores, advogados e despachantes que ajudam as pessoas e empresas a navegar por esse oceano caótico, cobrando por isso.

O abismo entre os ricos e pobres

O Brasil conseguiu progredir muito nas últimas décadas. A geração anterior viu um país empobrecido e lutando contra a ditadura que governou a nação de 1964 até o retorno da democracia em 1990.

Com a volta democracia, exportações de commodities como o café, açúcar, soja e feijão, ajudaram o Brasil a se tornar a sétima maior economia do mundo. Hoje o Brasil também é um grande produtor de petróleo, ocupando a décima posição mundial. Nesse contexto, nos deparamos com um cenário curioso: Como pode uma economia tão pouco sofisticada gerar tantos bilionários?

Jorge Paulo Lemman é um famoso empresário brasileiro, nascido no Rio de Janeiro em 1939. Ele se formou em economia em Harvard e é considerado um dos homens mais ricos do mundo pela revista Forbes. Ele se associou a Marcel Telles, também um famoso empresário brasileiro com uma fortuna estimada em R$48 bilhões e a Beto Sucupira, o quarto homem mais rico do Brasil.

Em 1982 os três, compraram a Lojas Americanas e a Brahma – que mais tarde se fundiu com a Antártica dando origem à Ambev. Em 2004, surgiu a 3G Capital, um fundo de private equity brasileiro com sede em Nova York e no Rio de Janeiro.

A 3G Capital controla marcas americanas populares como a Budweiser e o Burger King. Em 2013, a 3G Capital anunciou a compra da Heinz em parceria com o grupo Berkshire Hathaway, do famoso multibilionário Warren Buffet. No final de 2013 a 3G capital tinha um valor de mercado de 187 bilhões de dólares.

Impressionante, não? Essa recente história de construção de um império bilionário parece até uma história da construção das grandes fortunas do mercado americano no século passado, não é mesmo?

Apesar dos avanços econômicos do Brasil, os ricos e os pobres ainda estão muito divididos, especialmente em relação ao tratamento que recebem da lei e do governo.

Enquanto pessoas acusadas de crimes menores como roubo ou venda de drogas recreativas precisam esperar por um julgamento atrás das grades, a situação é diferente para os mais ricos.

Os ricos têm recursos para pagar por apelações e contratar advogados que se aproveitam das brechas no sistema legal e atrasam o processo de julgamento enquanto os clientes ficam livres por grandes períodos de tempo.

Uma história que prova isso é a de Paulo Maluf, o ex-prefeito da cidade de São Paulo. Maluf teve uma carreira política de 5 décadas e foi acusado de inúmeros atos de corrupção durante toda ela. Enquanto isso, ele morava em uma mansão gigantesca e colecionava carros, inclusive tendo investido para dobrar a potência do seu Porsche 996 em uma oficina de customização. Maluf andava junto dos maiores empresários do Brasil e parecia viver no mesmo estilo que eles.

Em 2011, a justiça brasileira já tinha evidências que mostravam que ele tinha desviado cerca de $19 bilhões de dólares dos cofres públicos, apenas durante seu mandato como prefeito de São Paulo. Suas práticas de enriquecimento ilícito se baseavam no superfaturamento de obras e assim ele recebia recursos da iniciativa privada, de empresas como a Mendes Júnior e a OAS.

Maluf também é procurado pela Interpol, por crimes internacionais diversos, como falsificação de documentos e lavagem de dinheiro. Apesar de tudo isso, Paulo Maluf continua solto. O lento e burocrático sistema judiciário brasileiro e seus recursos para arcar com bons advogados faz com que a justiça não consiga condená-lo e ele esteja em liberdade por tanto tempo.

A Corrupção se tornou parte da cultura brasileira

Em seu livro, o autor afirma que o brasileiro é cordial, uma palavra que tem sua origem em outra palavra, coração. Em uma sociedade que é movida pelo coração, as pessoas tendem a valorizar mais seus laços pessoais do que as instituições. Um dos homens mais ricos do Brasil no século 16 construiu sua fortuna distribuindo favores, enquanto era o assistente dos governantes. Isso fez com que no Brasil, governo significasse algo patriarcal. Era a habilidade de distribuir cargos para a família e os amigos.

Nesse sistema coronelista, as autoridades públicas distribuem favores para seus amigos. Porém, isso não ocorre apenas na esfera pública. Também foi através deste tipo de arranjo que muitos dos empresários brasileiros chegaram ao poder e conquistaram suas fortunas.

Esse jeito coronelista de ser tem origens em um passado distante. Quando o Rei Dom João VI de Portugal saiu da Europa para fugir de Napoleão, chegou ao Brasil em uma péssima situação política e econômica. Para conseguir recursos, em 1808, dividiu as terras brasileiras em capitanias hereditárias e vendeu ativos brasileiros para seus amigos portugueses da família real. Aí surgiram as raízes da corrupção que se tornaram parte da cultura brasileira, especialmente no mundo dos negócios.

Em 1964, os militares assumiram o governo em um regime ditatorial. Cinco anos depois, criaram uma iniciativa chamada de Operação Bandeirantes ou Oban, que nada mais era do que um programa para desmascarar políticos e manifestantes que iam contra os interesses dos militares.

A entidade foi desde o início financiada por alguns empresários paulistas, como Henning Albert Boilesen, à época presidente da Ultragás.

A organização usava tortura durante os interrogatórios e oprimia aqueles com divergências ideológicas. Entre suas vítimas estão a ex-presidente do Brasil, Dilma Roussef, por exemplo.

Com os militares no poder, os empresários não tinham muita escolha além de aceitar o status quo, para não terem seus negócios prejudicados. Alguns perceberam que cooperar com a Oban significava também que o empresário estava em uma boa posição com os políticos que controlavam o Brasil e ajudava no crescimento dos negócios. Nessa época, a economia estava em dificuldades e muitos empresários acreditavam que apoiar a Oban os ajudaria a manter seus negócios funcionando. Infelizmente, ainda hoje, esse tipo de cooperação entre empresários e os políticos ainda é muito popular no Brasil e uma parcela significativa das maiores empresas do país são comandadas por pessoas que se aliaram ao governo em algum momento.

Outra característica triste do Brasil é que subornos são considerados uma ferramenta aceitável no mundo dos negócios. Acredita-se que as as empresas que não fazem parte desses esquemas ficam em uma situação de desvantagem competitiva. As pessoas falam sobre o custo Brasil, ou seja, o altíssimo preço dos produtos por aqui, mas pouca gente fala sobre o lucro Brasil, as receitas capturadas por muitas empresas que se beneficiam desta cultura. O suborno é tão comum que os economistas calcularam que são responsáveis por uma perda de cerca de 1% do PIB do país, ou seja, desaparecem algumas dezenas de bilhões por ano da economia.

No início dos anos 90, em uma entrevista com Emílio Odebrecht, filho do fundador da da construtora Odebrecht, o jornalista perguntou se eles haviam subornado um ministro. Ele disse que não, mas que no Brasil você precisa fazer favores para conseguir as coisas. "Não somos uma empresa inocente, empresas inocentes não sobrevivem", afirmou.

Eike Batista: Sinônimo do Brazilionário

Apesar do recente abalo na reputação da economia brasileira em razão dos inúmeros casos de corrupção, houve uma fase positiva na década de 2000, a história de Eike Batista ilustra muito bem este momento.

Eike Batista nasceu em 1957, em uma família rica de Minas Gerais, liderada por seu pai, Eliezer Batista da Silva, que era o Ministro de Minas e Energia na década de 1960 e o presidente da companhia Vale. Eike começou sua carreira nos negócios no início dos anos 2000, comprando minas de minério de ferro em uma época que a grande demanda das grandes fábricas de aço chinesas seguiam aumentando os preços do minério no mercado.

No imaginário popular, Eike era um playboy, casado com uma modelo, que tinha um fabuloso tino para os negócios. Mas, para os investidores, havia algo mais: a família Batista.

Com a ajuda dos seus familiares, Eike recrutou os melhores engenheiros da Vale e começou a vender sua nova empresa para o mercado. Apesar de não ter uma grande experiência operacional, Eike fez muitas promessas e, em julho de 2006, captou recursos de grandes fundos de investimentos e abriu sua mineradora, a MMX, levantando $400 milhões de dólares e fazendo o maior IPO que o Brasil já tinha visto até então.

A ascensão de Eike era inacreditável. De 2007 até 2010, ele quadruplicou seu patrimônio, chegando a quase 30 bilhões de dólares. Rapidamente ele se tornou o oitavo homem mais rico do mundo. Ele enriquecia ao vender uma imagem de sucesso para o mercado e assim conseguia arrecadar ainda mais recursos para as novas empresas que seu grupo lançava. Ele também era recebido pelos maiores políticos do país e conseguia favores diversos, afinal, os políticos precisavam mover grandes quantias de recursos públicos e Eike parecia conhecer os atalhos.

Eike prezava tanto pelas suas relações políticas, que mesmo tendo uma alinhamento ideológico de direita, conseguia manter boas relações com o então governo de esquerda do Brasil. O Brasil vinha passando por uma série de mandatos presidenciais de esquerda, iniciados com Lula em 2003 e que continuou com Dilma Roussef até 2016. Ambos os presidentes eram afiliados ao Partido Dos Trabalhadores (PT).

Mesmo antes do início desta sequência de governos esquerdistas, os homens mais ricos do Brasil estavam preocupados com as perspectivas futuras, afinal, o PT e Lula eram socialistas e tinham interesses em manter um governo mais assistencialista. No início, o próprio Eike chegou a descrever a posse de Lula como um retrocesso para o Brasil. Mas Lula parecia focado em acabar com a associação de governos de esquerda com o caos econômico e por isso se focou em se aproximar das grandes fortunas brasileiras. Durante seu governo, ele investiu em um programa desenvolvimentista, com o objetivo de fomentar a tecnologia e melhorar a infraestrutura com portos, barragens e estradas, uma área muito atrasada no Brasil.

Eike possuía diversas empresas em diferentes setores relacionados à infraestrutura e por isso se manteve próximo ao governo. Isso permitiu que ele recebesse diversos empréstimos de valores gigantescos do Banco de Desenvolvimento do Brasil, o BNDES.

Eike era um grande vendedor, mas também um especulador. Seus negócios estavam operando com baixa produtividade e não se sabia ao certo se eles realmente conseguiriam atingir as expectativas dos investidores. Várias das reservas de petróleo do grupo X acabaram não se mostrando viáveis para exploração. Para piorar ainda mais as coisas, ele se envolveu em escândalos pessoais. Seu filho, Thor Batista, atropelou e matou um ciclista em uma Maclaren esportiva que custava milhões de dólares.

A queda de Eike Batista e a derrocada da economia brasileira

Batista era o garoto propaganda do futuro próspero do Brasil para o mercado financeiro. Porém, o castelo de cartas que ele estava construindo estava dando sinais de que ia desmoronar. Em 2012, o mesmo ano em que ele apareceu na Forbes como o oitavo mais rico do mundo, ele viu sua fortuna despencar para metade do valor em apenas 90 dias. Ficou claro que havia algo errado. Tanto os empreendimentos de Eike quanto a economia brasileira estavam se apoiando em um mercado turbulento, instável e de alto risco. Eike e o Brasil pareciam ser uma bolha prestes a explodir.

Um dos maiores erros de Eike foi se recusar a escutar a qualquer coisa que ele não queria ouvir. Ele tinha o costume de chamar qualquer funcionário que questionasse o sucesso de um projeto de “calça curta”, sua maneira de chamar alguém de infantil e desqualificá-lo perante os demais funcionários. Já em 2013, os analistas de ações da Standard & Poor’s começaram a alertar que a petrolífera OGX poderia falir até o final daquele ano.

Não apenas os negócios de Eike, mas toda a economia brasileira estava entrando em declínio. O crescimento parecia estagnado e as análises de mercado confirmavam um prognóstico de crescimento mais lento. Isso fez com que investidores estrangeiros começassem a duvidar do futuro do Brasil e gradualmente retirassem seus investimentos. Com a derrocada do capital, o governo passou a precisar tomar empréstimos dos bancos estrangeiros a taxas de juros muito altas. E assim começa o círculo vicioso.

A coisas foram piorando e em 2013, as empresas do Grupo X realizaram prejuízos de $10 bilhões de dólares. O então oitavo homem mais rico do mundo passou a ter um patrimônio negativo. Isso fez com que, em maio de 2014, ele decidisse vender suas casas, hotéis e carros para levantar dinheiro. Numa trajetória paralela, os problemas socioeconômicos do Brasil também pareciam se ressaltar cada vez mais.

Essa tempestade perfeita fez com que a presidente Dilma Rousseff sofresse um processo de impeachment por usar recursos dos bancos governamentais para maquiar as finanças do governo, as chamadas pedaladas fiscais. Embora esses métodos de contabilidade criativa não sejam novos, e já tenham sido adotados por outros presidentes, o país estava tão frustrado com sua situação que Rousseff acabou se tornando o bode expiatório e foi removida oficialmente da presidência em 31 de agosto de 2016.

Infelizmente, o panorama econômico do Brasil não está melhorando, já que a incerteza política veio acompanhada do caos econômico. O dinheiro continua saindo do Brasil, e a China não está comprando tanto aço e soja como antes, deixando as exportações prejudicadas. As perspectivas do Fundo Monetário Internacional são de recessão até o final de 2017.

Com tantos problemas de corrupção, o Brasil permanece como uma incógnita para os investidores internacionais.

Notas Finais

Existe uma história fascinante por trás do sucesso econômico do Brasil, da ascensão de seus bilionários e de sua subsequente queda. O modelo brasileiro tem um histórico de corrupção que tem se perpetuado por séculos, o que causa desigualdade e paternalismo. Não sabemos o que esperar e também ficamos com um frio na barriga aqui no 12'. #vamostorcer #nocorruption

Dica 12':Que tal dar uma olhada na lista da Forbes que nos mostra os20 maiores bilionários do Brasil?

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