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Blockchain para negócios - resenha crítica

Blockchain para negócios Resenha crítica
Cultura Corporativa & Comunicação

Este microbook é uma resenha crítica da obra: The Business Blockchain: promise, practice, and application of the next internet technology

Disponível para: Leitura online, leitura nos nossos aplicativos móveis para iPhone/Android e envio em PDF/EPUB/MOBI para o Amazon Kindle.

ISBN: 978-85-5080-067-7

Editora: Alta Books

Também disponível em audiobook, baixe agora:


Resenha crítica

O que é blockchain?

Antes de mais nada, é preciso entender o que são os blockchains. Não é uma tarefa fácil. Para projetar o potencial dessa tecnologia, é necessário compreender qual a essência de seu funcionamento. Isso porque além deles modificarem toda nossa forma de entender a centralização de processos, eles também carregam muito de filosofia, cultura e ideologia. 

O blockchain não é apenas um produto que você liga e usa. Na verdade, ele dá a possibilidade de usar outros produtos, mesmo que você desconheça sua existência por trás desses mesmos produtos. Em resumo, o tema deste microbook é um sistema que dá a possibilidade de rastrear o envio e o recebimento de informações por meio da internet. São pedaços de códigos gerados na rede, carregando dados conectados como se fossem blocos de informações formando uma corrente. Por isso o nome em inglês: blockchain. 

Esse sistema permite a transação e funcionamento das criptomoedas, como são chamadas as moedas digitais. Esse conceito foi definido em um artigo acadêmico publicado em 2008 por Satoshi Nakamoto, pseudônimo do suposto criador dos bitcoin. 

No artigo científico intitulado “Bitcoin: um sistema financeiro eletrônico peer-to-peer”, o blockchain é definido como uma rede que marca o tempo das transações, colocando-as em uma cadeia contínua formando um registro que não pode ser alterado sem refazer todo o trabalho. Em resumo, podemos definir o blockchain como uma tecnologia criada inicialmente para que os bitcoin pudessem existir, mas com possibilidades que vão muito além das criptomoedas.

Por isso, não se confunda. O blockchain não é a mesma coisa que os bitcoin, mas é a tecnologia que está por trás dessa nova forma de realizar transações financeiras. 

Como a confiança do Blockchain se infiltra

O blockchain atua de maneira descentralizada, quebrando o velho paradigma de um consenso unificado, em que uma base de dados central regulamenta a validade das transações financeiras. 

Essa tecnologia transfere autoridade e confiança para uma rede, permitindo ter alguns nós registrando de maneira contínua sequencial as transações dentro de um bloco público, numa única cadeia. E isso afeta as tecnologias existentes de diversas formas, para além das transações financeiras. 

Com o blockchain, não há intermediários. E ele possui muitas formas para ser implementado de diferentes maneiras. Se for visto como apenas uma tecnologia, será implantado somente desse jeito. Mas quando é compreendido como um instrumento capaz de viabilizar mudanças profundas nos negócios, ele também poderá transformar processos corporativos, agilizando atividades diárias, tornando processos rotineiros muito mais ágeis e autônomos em vários segmentos de atuação. 

E quando o blockchain é compreendido profundamente em suas diversas utilidades, a ponto de haver um conhecimento para discernir quais as implicações legais em sua aplicação, novas características de governança poderão ser aplicadas a toda a sociedade. 

Quando bem compreendido, interpretado e aplicado, é uma ferramenta capaz de transformar a sociedade. Não são à toa as restrições a essa ferramenta inovadora. 

Obstáculos, desafios e bloqueios mentais

Por mais revolucionário que seja, o blockchain segue sendo mal interpretado, rejeitado e enfrentando bastante resistência, em boa medida pela grande ignorância que uma fatia considerável da sociedade tem sobre seu funcionamento, aplicação e modificações na forma de compreender negociações diversas. 

A falta de entendimento sobre como essa tecnologia funciona é a maior adversária de sua implementação de maneira mais consistente. Mas é importante lembrar que entre tantos desafios e dúvidas, pontos cegos e incertezas, a internet também era mal vista por milhões de pessoas ainda nos anos 1990, quando começou a ser disseminada aos poucos. Atualmente, alguém teria a audácia de colocar a internet como uma ferramenta que não foi bem-sucedida em sua aplicação no mundo contemporâneo?

Qualquer semelhança entre as incertezas das duas tecnologias antes de sua popularização não é mera coincidência. 

O nível de ceticismo com as importantes transformações que o blockchain pode causar em diversos setores é o mesmo de quase 30 anos atrás. Até que uma parte considerável dos homens de negócios entendam como esses blocos são capazes de tornar suas transações mais rápidas, eficazes e menos centralizadas, haverá muitos pontos de interrogação a serem respondidos. 

A evolução do blockchain repete a mesma história da web. Um começo de muitas dúvidas, incertezas e desconfiança. Muita gente dizendo que isso não vai para frente. Depois, quando sua implementação ficar automatizada em nosso dia a dia, vai ser difícil pensar em como era a sociedade sem eles. É questão de tempo. 

Blockchain em serviços financeiros

Passamos da metade dessa verdadeira aprendizagem sobre os vários aspectos do blockchain. Agora é hora de mostrar como ele transforma também os serviços financeiros. 

O tempo todo, as instituições desse setor são desafiadas. Neste momento, então, está por vir uma revolução que as coloca contra a parede. Quanto elas estão dispostas a mudar seus modelos de negócios para acomodar o peso do blockchain? 

Pensemos numa metáfora simples. Existe um modelo-padrão de funcionamento da economia mundial. Ele está esperando, com a porta ligeiramente aberta, o máximo de benefícios das inovações, mas sem permitir uma grande abertura em sua entrada. Em compensação, startups e outros desafiantes estão com sua porta permanentemente aberta, querendo mudar o jogo e tirar o equilíbrio do mundo financeiro. 

Isso porque são elas as responsáveis pelas maiores inovações tecnológicas, incluindo aí o blockchain em serviços financeiros. Mas os grandes bancos ainda veem essas novas empresas como um monstro estranho tentando aplicar uma nova tecnologia desconhecida. 

As grandes instituições financeiras ainda estão na fase de estudar detalhadamente como funcionam os blockchains nas pequenas empresas, para dali extrair tudo o que há de melhor nessa nova forma de transação. Quando os blockchains estiverem disseminados no dia a dia financeiro, querem estar preparadas para não serem pegas de surpresa. 

Indústrias-modelo e novos intermediários

Alguns problemas mundiais podem até ser resolvidos ou minimizados com a implementação do blockchain. Muitos deles estão enraizados em bases filosóficas ou mesmo ideológicas. Isso porque a centralização é um grande empecilho para a democratização, pouco importa qual o assunto ou setor tratado. 

Com o blockchain, novas startups não consideram serviços centrais primordiais para seu funcionamento e buscam criar serviços melhores, beneficiando-se da descentralização que essa nova tecnologia proporciona. 

Aliás, com o blockchain, dados e programas são semipúblicos, já que todas as informações são criptografadas e seguras, mas visíveis para quem possui o direito de acesso. Com isso, qualquer um pode publicar esses dados, enquanto antes do blockchain tudo ficava escondido atrás de um banco de dados, acessado apenas por alguns privilegiados. 

A democratização é um processo repensado com a aplicação do blockchain. Evidentemente, não ter poderes centralizados em uma só pessoa ou instituição causa incômodos profundos em quem não está interessado na distribuição igualitária da economia. 

Implementando a tecnologia Blockchain

A principal característica do blockchain é o fato de ser uma tecnologia disruptiva, não é apenas uma melhoria de processo. Afinal, com ela, toda a maneira como entendemos a centralização e controle de atividades é eliminada, gerando até outra forma de interpretar o mundo. 

As maiores plataformas blockchains vêm sendo desenvolvidas de maneira transparente, com fonte aberta e colaborativa. O nível de trabalho descentralizado é grande, permitindo uma implementação complexa de entender em alguns momentos. Isso é normal, faz parte do amadurecimento de uma revolução. 

Segundo o autor, o desenvolvimento e o amadurecimento completos do blockchain viriam entre os anos de 2018 e 2020, a partir de quando sua implementação democrática começaria com toda a força. Para isso, muitos lançamentos de inovações envolvendo essa tecnologia vão acontecer pouco a pouco. 

É possível que alguns modelos de negócios não sigam adiante, já que não estarão preparados para uma nova forma de trabalhar, sem a centralização de outros tempos. Em compensação, no mundo com blockchain, as chances de novas formas de se trabalhar estarem atuando dia após dia é ainda maior. 

Enquanto há empresas com receios de aderir a essa nova tecnologia, outras se antecipam e se preparam para um novo momento da economia mundial. 

A descentralização como futuro

O blockchain é uma tecnologia descentralizada que vai gerar um mundo descentralizado. Não se trata apenas de uma infiltração em sistemas de empresas para substituir intermediários, embora seja apenas o começo. 

Pense que a descentralização não tem nada de ilegal e nem significa anarquia, mas indica apenas que os usuários da nova tecnologia estarão mais empoderados e menos restritos a controlar todas as etapas do que faz. Será uma nova era de trabalho em harmonia. Nada de comunismo ou cyberpunk. Esqueça todas as previsões catastróficas. 

O blockchain vai mover valores, permitirá múltiplas interações entre diferentes blocos, deixando cada um de nós com mais protagonismo nas próximas ações. Com tudo aberto e acessível a todos, um novo mundo está por vir. Esteja preparado. 

Notas finais 

Se há tecnologias capazes de revolucionar a economia, o blockchain é uma delas. E já nem é mais questão de interferir no futuro, pois é presente em diversos campos de atuação. Neste microbook, foi possível entender como ele impacta diretamente no mundo dos negócios de hoje e ainda deve modificar profundamente muitos mercados em pouquíssimo tempo. 

Dica do 12min

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Quem escreveu o livro?

William é o autor da The Business Blockchain (Wiley, 2016). Ele é sócio geral da Virtual Capital Ventures, um fundo de capital de risco em fase inicial e atualmente está no Conselho... (Leia mais)