Bela Maternidade Resumo - Bela Gil

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Bela Maternidade

Bela Maternidade Resumo
Parentalidade

Este microbook é uma resenha crítica da obra: 

Disponível para: Leitura online, leitura nos nossos aplicativos móveis para iPhone/Android e envio em PDF/EPUB/MOBI para o Amazon Kindle.

ISBN: 978-85-431-0578-9

Também disponível em audiobook

Resumo

Bela Gil é conhecida pela sua influência no mundo online, e no mundo da alimentação saudável. Mas e quando esses conceitos se chocam com a maternidade? Você pode saber mais sobre isso no livro "Bela Maternidade", onde a influencer fala um pouco mais sobre pontos não muito debatidos, como "O que se pode comer na gravidez?" "Qual a melhor forma de se preparar para dar à luz?" "Quais valores devem ser transmitidos ao bebê?" e mais.

Caso esteja esperando um bebê chegar, ou mesmo se já tem filhos pequenos, esse livro pode te ajudar de diversas formas a alcançar um melhor status de maternidade. Confira as dicas preferencialmente em um momento que possa se concentrar.

Bela Gil é uma culinarista e apresentadora de TV, além de ser a nossa autora. Forte defensora da alimentação consciente e saudável, Bela pode trazer a você diversas dicas únicas e extremamente relevantes nos próximos 12 minutos. Que tal mergulhar no mundo que esta icônica mulher pode lhe mostrar?

Antes da maternidade

Nenhuma outra etapa na vida de uma mulher apresenta tanta vulnerabilidade nutricional quanto a gestação. Nessa fase, ela se torna mais sujeita aos danos provenientes de uma má alimentação, sobretudo, por se tratar de uma etapa na qual o organismo encontra-se em um intenso metabolismo e, portanto, em elevada necessidade nutricional.

Os desequilíbrios nutricional e funcional, ocasionado por uma alimentação ruim, podem prejudicar a qualidade e o desenvolvimento das futuras gerações.

De acordo com uma recente publicação da OMS, os filhos, atualmente, contam com uma expectativa de vida inferior à de seus pais. A nutrição adequada é essencial para impedir desequilíbrios e para assegurar o duplo objetivo composto por qualidade de vida e longevidade.

Os hábitos de alimentação adotados pela mãe durante a gestação são de importância capital, na medida em que influencia decisivamente nos níveis de aceitação de novos cheiros e sabores aos quais a criança será submetida quando chegar o momento de provar alimentos diferentes do leite materno.

Com efeito, até mesmo o desenvolvimento do olfato e do paladar são transmitidos pelo leite materno e pela placenta.

Cumpre ressaltar que a prevenção de enfermidades crônicas e não transmissíveis deve ser feita desde a fecundação (isto é, a partir dos 9 meses que antecedem o parto) até que a criança atinja os 2 anos de idade.

Gravidez

As futuras mamães devem estar cientes de que as alterações acontecem para que seus corpos se preparem adequadamente para o parto. É crucial acompanhar essas mudanças e confiar na lógica da natureza.

Entrementes, é necessário manter-se atenta e fazer o pré-natal, a fim de detectar quaisquer desvios da normalidade. Manter uma atitude positiva e bem fundamentada em conhecimentos científicos é fundamental para tomar boas decisões.

Pensar o tempo todo em complicações, riscos e problemas gera muita ansiedade, o que pode se refletir no estado emocional, influenciando, até mesmo, a produção hormonal.

Essa etapa deve ser encarada como uma importante oportunidade para revisitar obstáculos e traumas do presente e do passado, que possam comprometer um processo que, por si só, já é bastante complexo. Nesse contexto, é altamente recomendável buscar por grupos de apoio e levar em consideração fazer terapia.

Parto

A mulher, conforme mencionado, deve confiar na sabedoria da natureza e em seu próprio corpo. No Brasil, infelizmente, ter essa confiança não é o suficiente. Você deve procurar por uma equipe que acredite no corpo feminino, que ofereça respaldo a essa confiança, de modo a encontrar assistência humanizada.

Para que tudo corra bem no parto, você deve fazer as melhores escolhas possíveis, principalmente, relativas à equipe médica e ao hospital. Não se esqueça de que promessas não bastam: é imprescindível que os profissionais tenham um histórico que aponte vasta experiência nas melhores práticas.

Para garantir isso, você pode procurar relatos dos partos realizados pela instituição ou a equipe que selecionou. Pergunte a respeito do índice de cesarianas, de como os médicos lidam com cada caso, quando utilizam o fórceps, o que pensam sobre a episiotomia. Confira se as respostas dadas condizem com o que você esperava.

Amamentação

Bel Gil elenca uma série de recomendações para a amamentação, baseada em sua própria experiência, de modo que, a seguir, selecionamos algumas das mais relevantes para compor este microbook.

Ela aponta que, antes de mais nada, é preciso se preparar adequadamente para que o pós-parto transcorra da melhor forma possível, construindo uma forte “rede de apoio”.

Frequentemente, quatro braços não bastam para cuidar de um recém-nascido. Invista em um sling de qualidade, pois, durante os primeiros meses, o bebê passa a maior parte de suas horas acordado no colo.

Tenha sempre à mão o contato do banco de leite humano mais perto de sua casa e o número de uma consultora de amamentação. Procure outras mães que estão passando pela mesma fase que você: muitas amizades são originadas durante o pós-parto e se consolidam pelo resto da vida.

Mantenha-se informada sobre as atividades que ocorrem em sua cidade ou bairro destinadas às mães e bebês: você se surpreenderá quando superar o cansaço e decidir sair. Além de se acalmar, a criança mamará melhor enquanto você se distrair e respirar novos ares.

Jamais se compare a  outras mulheres. Ser mãe não é sobre estar certa ou errada, mas sobre fazer, sempre, o melhor que você pode. Aprenda, assim que puder, a amamentar deitada. Trata-se de uma posição unânime, uma vez que lhe permite descansar mesmo se o bebê não largar o peito.

Necessidades básicas do recém-nascido

O bebê precisa, basicamente, de conforto. Para tanto, o colo é absolutamente fundamental. Lembre-se de que o recém-nascido está passando por uma transição. No interior do útero, ele tinha a sensação de aconchego todo o tempo – pelos sons do organismo materno e das batidas de seu coração, pela temperatura compatível e estável.

Após nascer, essa transição será mais branda se o bebê encontrar um ambiente que seja o mais similar possível ao ventre da mãe – o que, em termos práticos, significa o colo.

Obviamente, o bebê não viverá assim indefinidamente, porém, nas primeiras semanas ou dias de vida, o colo faz toda a diferença para ele.

Como ninguém é capaz de ficar com uma criança no colo 24 horas por dia, é preciso realizar certas adaptações, mas é fundamental compreender que a criança necessita desse calor corporal e aconchego.

Tome cuidado, também, com luzes e barulhos excessivos: o sistema nervoso do bebê ainda não está maduro, de modo que grandes variações de luz e som podem deixá-lo choroso e irritado, embora não cause necessariamente um mal ou dano à saúde da criança.

Isso não significa que você deverá ficar trancada em casa e não receber nenhuma visita. Entretanto, quando há grandes movimentos ou muitas alterações em sua rotina, o bebê tende a ficar mais nervoso, principalmente, no final do dia.

Em termos nutricionais, a amamentação suprirá todas as carências e necessidades alimentares do bebê. Logo, um bom suporte para que a alimentação ocorra adequadamente é imprescindível para garantir que o recém-nascido ingira o que precisa.

Em termos de higiene, as fraldas devem ser trocadas, pelo menos, 6 vezes por dia, a fim de evitar o risco de assaduras. Em relação ao banho, diferentemente do que a maioria dos pais pensa, ele não é indispensável nos 15 primeiros dias de vida.

Ao nascer, o bebê não transpira, de modo que o que ele realmente necessita é de uma higienização destinada a limpá-lo dos resíduos deixados pelo cocô e pelo xixi, isto é, uma troca de fralda e limpeza na área. Não é preciso, nesse período, dar banhos diários.

A definição do que fazer deve estar de acordo com a rotina de cada família. Não obstante, convém recordar que passar um dia sem banhar o recém-nascido não representa uma falha, sobretudo, se o clima estiver frio.

Nos dias quentes, é comum pensar que o bebê suará muito, mas, na realidade, somos nós, os adultos, que transpiramos.

Se estiver fazendo bastante calor e, consequentemente, o bebê ficar mais irritado, o banho pode ser a solução. Contudo, não é necessário utilizar água fervida ou filtrada. Esse processo vem a ser menos um ritual de limpeza do que uma forma de relaxamento.Obviamente, nos casos em que o recém-nascido aprecia o banho, pois há crianças que simplesmente odeiam se verem cobertas de água. Esse contato, em suma, serve mais para refrescar, relaxar ou integrar a rotina de sono da criança.

Introdução alimentar

Certas crianças, desde o início de suas vidas, adoram comer, enquanto outras podem estranhar a consistência, o cheiro, a textura e o sabor dos alimentos sólidos e, assim, levar mais tempo para se acostumarem com a comida. Lembre-se de que careta não significa rejeição, mas uma reação espontânea à novidade.

Seja como for, algumas crianças demorar a se habituarem a uma rotina alimentar, o que pode ser muito preocupante e frustrante para a mãe. Tenha em mente que, de modo geral, os bebês precisam ser expostos a um determinado alimento cerca de 15 vezes antes de finalmente aceitá-lo ou rejeitá-lo.

Isso é normal, pois, até mesmo um adulto precisa acostumar seu paladar a um novo sabor. Portanto, não espere que seu filho aceite rápida e plenamente todos os tipos de alimentos.

Além disso, a criança passa por diferentes fases de preferência, continuando assim até atingir a idade adulta. A criança pode, por exemplo, gostar de brócolis dos 8 aos 11 meses e, posteriormente, perder seu interesse.

Você não deve se desesperar, mas compreender essas mudanças e procurar alternativas de alimentos para fazer substituições. Se for o caso, abandone temporariamente o brócolis (futuramente, ele poderá voltar, de formas diferentes, ao cardápio).

Quando o seu filho rejeita inicialmente os alimentos é preciso que você seja ainda mais insistente e paciente, vendo as coisas em perspectiva: afinal, todos os seres humanos, em algum momento, aprendem a comer. O paladar do seu filho será construído com carinho e paciência.

Não se exaspere com as rejeições e siga oferecendo alimentos nutritivos, variados, de texturas diversas e saudáveis – preferencialmente, comidas que os demais membros da família também possam comer, para que a criança veja todos comendo com alegria e prazer.

Não é recomendável oferecer recompensas ou prêmio para a criança que come e punições para a que não come, uma vez que a alimentação deve ser prazerosa e não uma fonte de estresse.

Essas orientações da autora são válidas, principalmente, para crianças maiores de 1 ano, pois o leite materno é a principal alimentação, apenas complementado pelas comidas sólidas.

O período inicial de alimentação sólida (que pode durar dias, semanas ou meses) deve ser considerado uma fase de experimentação, uma espécie de brincadeira, mais do que um processo voltado a matar a fome.

Após o primeiro ano, a comida deve se tornar o principal alimento, invertendo a posição do leite materno que, agora, passa a ser o complemento.

Se o seu filho ainda não comer quase nada após 1 ano de idade, consulte um pediatra e investigue os motivos e, se necessário, recorra ao auxílio de um nutricionista infantil.

Notas finais

A mais importante lição de Bela Gil talvez seja a de que é possível ser mãe e criar os filhos sem levar uma vida como a das propagandas de margarina.

Com efeito, não necessitamos de tudo aquilo que tentam nos fazer comprar, seja em termos de ideologia (a rotina ideal, a criança que dorme sozinha a noite inteira, o manual para criar crianças felizes e bem-sucedidas) ou de produtos (o enxoval produzido em Miami, os brinquedos caríssimos, as comidinhas prontas).

Para auxiliar os seus filhos a serem indivíduos responsáveis e realizados, você não deve abrir mão dos seus valores e daquilo que lhe faz feliz: os ideais, o romance com o companheiro, o lazer e a vida profissional. A maternidade deve ser uma conquista única e transformadora e não um pesado fardo que mina sua vontade e a retira do convívio com tudo aquilo que você mais ama. Do contrário, não seria tão bela!

Dica do 12’

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