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As leis do acaso

As leis do acaso Resumo
Ciência

Este microbook é uma resenha crítica da obra: Chancing it : the laws of chance and how they can work for you

Disponível para: Leitura online, leitura nos nossos aplicativos móveis para iPhone/Android e envio em PDF/EPUB/MOBI para o Amazon Kindle.

ISBN: 978-8537816677

Também disponível em audiobook

Resumo

A lei da ausência das leis

Ao lidar com aleatoriedades, primeiro é necessário entender a lei das médias. Ela ensina que não devemos prestar atenção apenas nos números brutos de um dado que apresenta uma sequência de fatos. Precisamos nos atentar às frequências relativas com que esses números brutos aparecem. Isso nada mais é do que a quantidade de vezes com que algo acontece dividido pelo número de vezes que aquilo poderia acontecer. 

Parece esquisito, mas, fazendo esse cálculo, podemos ter uma visão mais clara do que é mero acaso e do que segue um padrão comum. Imagine, por exemplo, uma pessoa que ganhou na loteria em mais de uma ocasião. Quantas chances ela tinha de acertar os números? E quantas vezes isso aconteceu? É pura sorte mesmo?

O espetacular virando “mais ou menos”

Um caso clássico: milhões de pessoas lotam as bilheterias no lançamento de um filme que faz um sucesso estrondoso. Para repetir a fórmula de sucesso, os estúdios de Hollywood lançam uma sequência. E ela é um fracasso retumbante, causando um prejuízo milionário. 

Outro caso típico: uma empresa tem ações muito valorizadas. Chega ao topo nas cotações e de uma hora para outra seu valor cai rapidamente. 

Nessas horas, nos perguntamos se o sucesso inicial não era só propaganda ou sensacionalismo da mídia. Mas a lei das médias explica como o desempenho de sucesso em qualquer área pode ser afetado por eventos aleatórios. 

É claro que algumas vezes a propaganda exagera na abordagem sobre casos de sucesso, mas efeitos aleatórios distorcem análises. Afinal, o que foi o ponto fora da curva, o sucesso estrondoso ou o fracasso retumbante? Quais as chances de cada um deles acontecer? 

Sem entender as possibilidades dos extremos acontecerem, não saímos do campo da especulação. É por isso que mesmo o acaso precisa ser estudado. Não é mera sorte quando um padrão é quebrado assim, repentinamente. É apenas a prova de que nada seguirá o mesmo caminho o tempo todo. Uma hora, até o carro mais seguro do mundo, derrapa no meio da pista. 

Se não sabe, opte pelo aleatório

Parece que a aleatoriedade dos fatos é uma fonte estranha para buscar conhecimento de um jeito seguro. Mas ela é valiosa porque incorpora uma liberdade ignorada pelo conhecimento catalogado em livros, teorias e teses.  

Cientistas especializados nos campos da matemática, probabilidade e estatística entendem que o inexplicável, atribuído ao mero acaso, é a única forma de compreender fatos que fogem de uma lei científica já conhecida. Veja um caso de alguém com uma doença terminal, por exemplo, cujos sintomas desaparecem de uma hora para outra. 

A enfermidade fugiu do padrão sem uma explicação plausível. E o que é o acaso, se não quebrar um padrão estabelecido como regra comum?

Quando espertinhos se dão mal

Passamos da metade do microbook para dar uma lição rápida. Sabe o motivo de muitos espertinhos se darem mal no mundo das apostas ou da compra e venda de ações? Eles acreditam que ganham por pura habilidade, sem se dar conta que a lei das médias lhes concede um pouco de tempo para seguir faturando. 

Quando ela cobra o preço, o tropeço é grande. A principal habilidade de um apostador de sucesso é saber quando parar de jogar, sem subestimar o acaso. Coisa improvável de entrar na cabeça dos espertinhos. 

Os perigos de pensar que tudo é normal

A premissa de normalidade é estudada por estatísticos há tempos. Uma conhecida frase foi cunhada pelo inglês Karl Pearson: “Eu só posso reconhecer a ocorrência da curva normal como um fenômeno muito anormal”.

Na década de 1920, Pearson lamentava a desvantagem de levar as pessoas a acreditarem que uma sequência de acontecimentos fosse considerada normal, porque isso as leva a pensar que tudo fora do padrão é anormal. 

Essa premissa da normalidade é só um primeiro palpite antes de estudos teóricos aprofundarem as variáveis que explicam porque as coisas acontecem de um jeito ou de outro. Daí surge a falta de entendimento do que é o acaso. Quando ele surge, quebrando as regras do dito normal, pega todo mundo de surpresa.

Quando uma sequência é definida como curva do normal, qualquer mero desvio se torna espetacular, um pensamento irracional e nocivo. 

Cuidado com modelos prontos

Nunca confie em promessas de domar incertezas. Esses modelos prontos aparecem com gurus dos campos das finanças e apostas com maior frequência. Nessas horas, o ceticismo é seu maior companheiro. 

Você certamente já se deparou com um desses modelos sobre como ganhar muito dinheiro na bolsa de valores, por exemplo. Por meio de estudos, prometem uma fórmula pronta para não amargar prejuízos, como se os mercados seguissem scripts definidos de antemão. 

Mesmo um profissional com doutorado, usando de muita complexidade para explicar padrões, não será capaz de criar um modelo para definir quando, onde e como o acaso vai surgir. Pense na lei das médias e fique atento aos gurus domadores de incertezas.

Notas finais 

O acaso não avisa quando vai dar suas caras. Ele simplesmente aparece e coloca tudo de pernas para o ar. Ainda assim, Robert Matthews ensina que é possível vislumbrar quando as chances de um fato se repetir são maiores ou menores. Sempre levando em consideração que todo modelo pronto para explicar aleatoriedade tem grandes chances de ser uma enganação. Não é por acaso. 

Dica do 12’

Ouça o microbook Iludidos pelo acaso e aprenda mais sobre como a aleatoriedade interfere em tudo. Do mercado de ações à vida profissional, o acaso está presente em todos os aspectos da vida humana.

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Quem escreveu o livro?

Robert Matthews é um professor visitante na ciência na Universidade de Aston, em Birmingham, Inglaterra. Ele publicou uma pesquisa pioneira em áreas que vão a partir do código-quebrando a coincidências prevendo, e ganhou o internacionalmente renomado Prêmio Ig Nobel de Física por seus estudos sobre a Lei de Murphy, incluind... (Leia mais)