A Fórmula dos Vencedores

Othamar Gama Também disponível em audiobook: Baixe nosso app para ouvir gratuitamente.

Othamar Gama é pai de seis filhos, engenheiro e criador da fundação Otacílio Gama, uma iniciativa que aposta na promoção de cultura e práticas esportivas para o desenvolvimento da cidadania e inclusão social dos jovens da cidade de João Pessoa, na Paraíba.

Escrever este livro foi uma das metas traçadas por Othamar naquela série de objetivos a serem alcançados que todo mundo faz  no réveillon. Ano após ano o autor mantinha essa mesma meta até, finalmente, conquistá-la.

Este microbook foi feito sob as perspectivas de Othamar: inspirar pessoas e mostrar que podemos criar o futuro que desejamos, respondendo a perguntas do tipo “por que algumas pessoas têm sucesso e outras não?” e “por que nem sempre os melhores alunos são melhores profissionais?”.

Boa leitura!

Como nasce um empreendedor

Othamar perdeu o pai aos 11 anos e sua família, composta pela mãe e três irmãos mais velhos, se virou como pode para não passar por dificuldades.

Com a morte do pai, todos precisaram se envolver e trabalharam sem reclamar em uma distribuidora de revistas que era a principal fonte de renda dos Gama.

Alguns anos depois, o contrato da distribuidora foi cancelado sem que eles esperassem e todos ficaram profundamente abalados. Seu irmão teve que vender o carro e não havia mais dinheiro para o lazer.

Nessa época, Othamar acabou se apaixonando perdidamente pelo judô. Conseguiu uma bolsa de estudos na escola e, posteriormente, na faculdade por conta do esporte, amenizando os gastos da família.

Aos 17, ele era um atleta de grande potencial e dava aulas para crianças do colégio em que estudava.

Foi nesse momento que viu um negócio à frente: a comercialização de quimonos era precária na cidade. Muitos pais o procuravam a fim de saber onde comprar a vestimenta adequada para os filhos e então ele resolveu atender essa demanda, comprando os tecidos e contratando uma costureira para fabricar a vestimenta.

Othamar adorava praticar o esporte, dar aulas para as crianças e jovens e tocar o pequeno negócio de quimonos. No entanto, queria mais. Queria ganhar mais dinheiro, para a família e para ele, e ser reconhecido, mas não sabia por onde começar. A escola só lhe dava noções das disciplinas básicas e ele precisava de mais.

Foi durante uma viagem, por conta dos campeonatos de judô, que comprou o livro O Homem é Aquilo que Ele Pensa, de James Allen.

Esse foi o primeiro dos muito títulos de autodesenvolvimento que Othamar leu vorazmente. Eram neles que estavam as informações e o conteúdo que ele precisava e não achava na escola.

Depois de adquirir bastante conhecimento sobre o tema, ele decidiu que era hora de expandir o negócio. Não dava para ficar só fazendo quimonos enquanto sua cabeça explodia de ideias.

Foi aí que nasceu a empresa Judô Clube Hipopótamo. Uma referência ao animal pesado e difícil de derrubar, assim como sua vontade de crescer.  

O primeiro ato de solidariedade

Durante o primeiro ano do empreendimento, Othamar atuava com um faz tudo no Clube Hipopótamo. Ensinava, preenchia fichas, varria o chão. Ele era a empresa!

Certo dia, perguntou a dois meninos que acompanhavam as aulas de longe se gostariam de aprender judô. Eles não hesitaram em responder positivamente, mas, com tristeza, disseram que não tinham dinheiro para pagar a mensalidade.

Aí então Othamar ofereceu aulas gratuitas a eles, combinando que poderiam varrer o chão após o treino como “pagamento”. Os garotos toparam na hora!

Mais tarde, por acaso, ele encontrou um dos meninos, já crescido e bem de vida, que lhe agradeceu imensamente pela oportunidade de aprender judô que Othamar lhe concedeu mesmo quando ele não podia pagar pelas aulas, e disse que o colega, assim como ele, estava bem e realizado.

Competências fundamentais

Infelizmente, não aprendemos na escola as habilidades mais importantes para sermos bem-sucedidos na vida, por isso temos que trabalhar para adquirir essas competências de forma individual.

Boa vontade, perseverança, otimismo e coragem são imprescindíveis para que possamos alcançar algum sucesso.

Se nos prepararmos para desenvolver habilidades como essas não deixaremos que oportunidades importantes passem despercebidas.

É importante frisar que Othamar não subestima o ensino científico. Ele acredita que o desenvolvimento pessoal, deixado de lado pelo sistema educacional, é extremamente necessário para que as pessoas pensem e voem mais alto.

Seleção de pensamentos

Para Othamar, cultivar pensamentos ruins, como medo, inveja, desespero, desconfiança e raiva, intoxicam nosso espírito e envenenam nossas emoções.

Se quisermos tocar um negócio, um projeto ou uma iniciativa para frente, é importante escolher onde devemos focar nossa atenção.

A melhor maneira de fazer isso é não colocar a culpa de alguma coisa nos outros. Só nós mesmos podemos mudar nossa realidade.

Entretanto, temos pouco tempo para olhar para dentro. Estamos demasiadamente envolvidos com tomadas de decisões negativas em  nossa vida, como beber em excesso, ser arrogante e fazer críticas destrutivas.

Precisamos, de fato, nos desvencilhar de atitudes e pensamentos negativos, pois eles são como carrapatos que sugam toda nossa disposição e felicidade, e a melhor maneira de fazer isso é usando a nossa imaginação.

Othamar diz que devemos criar um personagem, uma espécie de guardião-guerreiro, com armadura e tudo, e toda vez que esses pensamentos chegarem,  o personagem deve lutar contra eles e derrotá-los.

Parece bobagem, mas deu certo para que Othamar passasse a lutar contra a negatividade e priorizasse pensamentos que fizessem com que ele se sentisse bem mesmo em situações difíceis.

Tudo é uma questão de saber onde se quer chegar

Para o autor, o mal do ser humano na atualidade é não ter objetivos sólidos. É não saber onde se quer chegar e viver à mercê da decisão de terceiros.

Temos que ser protagonistas em nossas próprias vidas e não podemos esquecer que são as nossas decisões que fazem as mudanças acontecerem.

Quando o autor fala de mudança, ele diz que elas acontecem todos os dias, que mudamos com frequência nosso corpo, por conta do que comemos, bebemos e fazemos, e nossa mente, pelos nossos pensamentos.

Para avaliarmos se estamos mesmo caminhando rumo àquilo que desejamos, devemos levar em consideração três pilares:

  • família e relacionamento sociais;
  • carreira e desenvolvimento profissional;
  • saúde física, mental e espiritual.

Se você está satisfeito com o resultado desses três pilares, ótimo! Você tomou decisões corretas.

Se não, está na hora de mudanças. Está na hora de tomar atitudes pensando de que maneira você gostaria de estar nos próximos cinco anos.

As competências dos vencedores

 Elas podem ter sido invisibilizadas, ignoradas ou subestimadas por muitas pessoas, mas nossas competências existem e é trabalho nosso encontrá-las.

Casualmente, todos os vencedores desenvolvem competências semelhantes que os levam ao caminho do sucesso. São elas:

  • boa vontade;
  • coragem;
  • persistência;
  • otimismo;
  • fé;
  • resiliência;
  • autoestima;
  • autoconfiança;
  • solidariedade.

A seguir, o autor esmiúça cada uma delas. Vamos à primeira.

Boa vontade

Pessoas de boa vontade estão sempre de bom humor, pelo menos no trabalho, e costumam fazer mais do que o necessário.

Essa proatividade faz com que elas acabem se tornando peças-coringa em suas equipes e, consequentemente, assumam postos de liderança.

Mas é possível desenvolver a boa vontade? A resposta é sim. Desde coisas simples, como ouvir o colega de trabalho, até ajudar num projeto mesmo sem a obrigação de fazer isso são atitudes de boa vontade que podem ser praticadas no dia a dia.

Para ilustrar o caso, Othamar conta a história de Aramis, um menino que frequentava a Fundação Otacílio Gama.

Aramis era apaixonado por futebol e sempre ajudava os professores com os materiais e equipamentos após a aula.

Certo dia, Othamar precisou que esses mesmos professores indicassem alunos para estagiar na Faculdade de Ciências Médicas da Paraíba e Aramis foi indicado por todos.

Ele se dedicava arduamente, mesmo não entendo muita coisas sobre as áreas pelas quais passava, era constantemente elogiado pela sua proatividade e, por fim, teve a contratação solicitada por um dos gestores.

Hoje, Aramis coordena o setor de Informática da Fundação criada por Othamar e é um exemplo de que a boa vontade é uma competência importantíssima para o sucesso.

A dica é pensar ou até mesmo listar se estamos praticando atitudes de boa vontade, quais são e como estão impactando nosso dia a dia.

Assim como Aramis, não devemos esperar reconhecimento imediato. Devemos fazer nossa parte.

Coragem

Para Othamar, coragem não é o oposto do medo. É, na verdade, dominar o medo e tomar atitudes para enfrentá-lo.

O medo nunca deixa de existir, mas pode se tornar ínfimo.

Os atletas, por exemplo, lidam com esse sentimento a cada competição, mas têm que dominá-lo para conseguir colocar em prática tudo que sabem.

Muitas vezes desistimos de coisas importantes por medo do que vão pensar de nós ou por medo do fracasso. Isso não deveria acontecer. Não deveríamos abrir mão de nossos sonhos por medo.

Temos que praticar a coragem diariamente. Seja em nossos pensamentos, seja em atitudes.

O mundo respeita e admira pessoas corajosas.

Resistência

Ter persistência é fundamental para vencer qualquer coisa, em qualquer etapa da vida.

Felizmente, as pessoas chegam ao mundo dotadas dessa competência.

O problema é que, ao longo da vida, ela vai se perdendo por comodidade, insegurança ou excesso de proteção.

Há muita persistência por trás de um atleta ou um empresário de sucesso, por exemplo. Quem os vê nem imagina as dificuldades que enfrentaram para alcançar o topo.

O próprio Othamar, que foi campeão de judô, poderia ter desistido do esporte logo após seus fracassos no futebol, basquete e vôlei, mas não. Ele se encontrou no tatame e desenvolveu sua habilidade até ser vitorioso.

Otimismo

O futuro é uma expectativa e por isso precisamos construir imagens de sucesso em nossa mente.

Imagine que você precisa passar por um estreito corredor à beira de um precipício. Para fazer isso, você tem uma lanterna em mão. Onde você focaria a luz? No corredor ou no precipício?

Se a resposta foi a primeira opção, você é um otimista. Se foi a segunda, infelizmente, você é pessimista.

O otimista busca focar nas soluções e não nos problemas e tem uma melhor perspectiva do futuro. Enquanto o pessimista bloqueia seu próprio desenvolvimento e oportunidades.

Precisamos ser otimistas e estimular o otimismo entre nossos amigos, família e colegas de trabalho.

Nosso otimismo tem o poder de contagiar as pessoas ao nosso redor, principalmente as crianças, e é uma habilidade fundamental para alcançarmos a autorrealização.

Othamar acredita que o ser humano está ligado a uma Força Superior e que essa força é capaz de romper barreiras e destruir inimigos.

Para ele, a Fé é o maior poder que se pode ter, pois é aquele que torna o impossível possível.

No entanto, não é algo instantâneo. A Fé se desenvolve lentamente, é individual e precisa de ações para se manter viva, já que o mais importante é o que fazemos e não o que dizemos.

Resiliência

Não podemos ser abatidos pelas adversidades do dia a dia.

Resiliência não é o mesmo que persistência. Resiliência é se valer dos obstáculos para se tornar mais forte.

Quando nos sentimos injustiçados, nutrimos pensamentos ruins em relação a determinadas pessoas. Que tal trocar esses pensamentos por atitudes positivas que demonstram nossas qualidades?

Isso é um exemplo de resiliência. É o impulso que precisamos para sair do marasmo negativo e mudar.

Autoestima

Se não gostamos de nós mesmos, quem vai gostar? Por isso, devemos sempre procurar algo positivo e evitar o erro da autodepreciação. Afinal, ninguém é completamente ruim.

Nesse quesito, a dica de Othamar é criar uma autoimagem positiva e interpretar um personagem com qualidades que desejamos. Assim, elas vão surgir e permanecer naturalmente.

Quanto mais formos lapidados com boas qualidades, mais claro ficará nosso brilho.

Autoconfiança

Só conseguimos crescer quando conquistamos a confiança das pessoas.

Nascemos com necessidade de confiar e levamos isso até o final da vida. Ninguém se sente confortável em trabalhar ou se relacionar com alguém que não confia.

Confiamos em instituições, projetos, pessoas, histórias etc. E é confiando em terceiros e sentindo a confiança deles em nós que aprendemos a ser autoconfiantes, por isso devemos depositar confiança em nossos filhos diariamente.

Nascemos com isso, mas a superproteção dos nossos familiares acaba a limitando. Quando isso acontece, o ideal seria sair dessa proteção e passar a encarar nossas realidades e vivências. Só assim podemos conseguir trabalhar nossas confiança e autoconfiança.

Solidariedade

Ajudar o próximo e fazer bem nos permite desenvolver um poder incrível e isso é tão certo quanto a lei da gravidade.

Tudo que plantamos aqui, colhemos no futuro. Além disso, é cientificamente comprovado que ajudar pessoas causa uma satisfação duradoura.

A melhor forma de ajudar alguém é acreditando nele ou nela. Dessa forma, é certo que seremos tão felizes quanto as pessoas que ajudamos ao longo da vida.

Notas Finais

Neste microbook, Othamar Gama conta como foi sua trajetória até se considerar um homem vencedor, pessoal e profissionalmente falando, destacando a importância de estender a mão e ajudar quem precisa para alcançar a felicidade e o sucesso de forma plena.

Para ajudar quem deseja se tornar um vencedor, ele lista 8 habilidades imprescindíveis que devem ser trabalhadas diariamente.  

Agora que você conheceu a história e as dicas de Othamar, que tal colocar em prática o que aprendeu aqui?

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