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A estrutura das revoluções científicas

A estrutura das revoluções científicas Resumo
Ciência

Este microbook é uma resenha crítica da obra: The structure of scientific revolutions

Disponível para: Leitura online, leitura nos nossos aplicativos móveis para iPhone/Android e envio em PDF/EPUB/MOBI para o Amazon Kindle.

ISBN: 978-8527301114

Também disponível em audiobook

Resumo

A Ciência Normal e suas rotas

Antes de começar, precisamos entender um termo usado por todo o livro. Ciência Normal é a expressão usada para definir os conhecimentos atuais, baseados em pesquisas e realizações científicas do passado. Afinal, a ciência não surge do nada, mas parte de conhecimentos anteriores.

A Ciência Normal soluciona quebra-cabeças e mistérios no campo do conhecimento. Quando a comunidade científica reconhece realizações presentes baseadas no saber passado, ela molda as práticas futuras em diversas áreas. 

Existem manuais científicos elementares e avançados, expondo teorias amplamente aceitas. O uso desses manuais começou a se popularizar e se impor na Ciência Normal lá pelo século 19. Mesmo assim, livros com a mesma estrutura desses manuais foram escritos muito tempo antes. 

Aristóteles e Newton são dois dos mais conhecidos nomes que pensavam a ciência de um jeito muito moderno e seus escritos foram fundamentais para chegar ao conhecimento de tanto tempo depois, embasando novos estudos. 

Entendendo os paradigmas na ciência

Quando se fala em paradigma, a melhor definição é um modelo ou padrão aceito. Mas é preciso deixar claro: paradigmas podem, sim, ser contestados. Na Ciência Normal, ele é um objeto que deve ser melhor articulado com o avanço dos conhecimentos. Assim, alguns paradigmas ficam para trás quando novos paradigmas provam o contrário. 

Em condições de estudo mais rigorosas, eles são aperfeiçoados de tempos em tempos. É um processo semelhante ao que acontece com as leis. A natureza da ciência é o aperfeiçoamento contínuo, com testes, estudos e novos manuais. 

Ao olhar em detalhes as especialidades científicas em momentos diferentes da História, notamos teorias conceituais, instrumentais e de observação praticamente padronizadas. 

Os métodos para descobertas são parecidos. Existem paradigmas da comunidade científica em cada período, sempre se transformando. Assim, as diferentes experiências em busca de conhecimento se complementam umas às outras. 

Anomalias para as descobertas científicas

A Ciência Normal resolve quebra-cabeças do conhecimento, que se amplia e se questiona. 

Para que a descoberta científica aconteça, é preciso ter consciência de uma anomalia. 

Com o reconhecimento de que a natureza não cumpriu as expectativas de um determinado paradigma, a Ciência Normal começa a explorar uma ou mais áreas. Numa natureza funcionando normalmente, sem novidades confrontando os saberes vigentes, não existem descobertas científicas. 

As anomalias geram crises no meio científico, com teorias se confrontando e discordando entre si. Para mudar paradigmas, é preciso destruir e reconstruir conhecimentos. As novas teorias emergem a partir das novas provas científicas surgidas. A ciência não é estática.

Mas o que são revoluções científicas?

Na metade desse microbook, precisamos responder uma pergunta simples: o que são as revoluções científicas que dão título a este livro? A explicação é simples. São episódios de desenvolvimento em que um paradigma mais antigo é total ou parcialmente substituído por um novo conhecimento, incompatível com o que se sabia até então. 

Se as revoluções políticas começam com um sentimento crescente de necessidade de mudança, o mesmo acontece com as revoluções científicas. Surge um sentimento de defeito num determinado conhecimento. É a anomalia, que leva a uma crise. Sem esses pré-requisitos, não acontecem as revoluções científicas. E sem elas, não nascem conhecimentos. 

As revoluções científicas mudam nossa concepção de mundo

Quando guiados por novos paradigmas, cientistas têm novos instrumentos para orientar o futuro da Ciência Normal. Depois de uma revolução, enxergam fatos diferentes. É como se toda a comunidade científica fosse transportada para um novo planeta. Tudo muda.

Velhos paradigmas ficam para trás. Muita coisa é repensada e alguns estudos colocam uma lupa no conhecimento que tinha como base os velhos paradigmas. 

O progresso e as revoluções invisíveis

Pode parecer incrível, mas revoluções científicas são invisíveis. A atividade científica regular disfarça sistematicamente essas revoluções. Só depois de algum tempo elas são reconhecidas por estudos e analisadas por autoridades da área em questão. 

Novas visões de mundo se dão progressivamente e não acontecem de uma hora para outra. Se o termo ciência é usado para qualificar áreas que progridem de com comprovação, outros campos do conhecimento também usam paradigmas. Arte e cultura, por exemplo, dispõem de muitas teorias bem estruturadas para explicar seus processos. Nesses campos, o processo de deixar paradigmas para trás e renovar os saberes é uma prática constante. 

É por isso que a Ciência Normal não deve estar distante da população comum. Afinal, ela nos atravessa, influencia e permite enxergar o mundo como ele é, em constante transformação. 

Notas finais 

Quando falamos em Ciência, muita gente se assusta e acredita que apenas um grupo privilegiado é capaz de entender como ela opera. Ao explicar como se dá o processo de renovação do conhecimento, A estrutura das revoluções científicas presta um serviço de utilidade pública. O que sabemos hoje pode ser contestado amanhã. E tudo bem. A Ciência Normal evolui, como deve ser com todos nós. 

Dica do 12’

Outro microbook interessante sobre a história do conhecimento humano é De primatas a astronautas. Nele, Leonard Mlodinow conta um pouco da evolução do pensamento humano desde os tempos das cavernas.

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Quem escreveu o livro?

O autor, Thomas S. Kuhn, foi um professor universitário especializado em Física, Filosofia e História. Sem se apegar a uma só área, ele uniu os campos de Ex... (Leia mais)