A Bela Adormecida

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em vez de um sebo de espinhos, havia imensos arbustos de delicadas folhas e flores, uma mais linda e colorida que a outra. Ao chegar no caminho que dava acesso à entrada do castelo, viu que estes arbustos iam abrindo caminho para ele passar. O portão abriu-se, e ao entrar, percebeu o ambiente extremamente silencioso e frio. Viu, os pássaros, coelhos e cachorros estáticos no jardim, flamingos e patinhos simplesmente apoiados sobre as águas de um pequeno lago, parados. Ao adentrar no castelo, viu os mordomos dormindo, e na cozinha, uma panqueca suspensa no ar, e o cozinheiro que a lançava para virar, completamente imóvel, como uma estátua.

Então assustado, em meio a um eco de silêncio, o príncipe, saiu pela porta de entrada, e correu até a torre na qual se encontrava a pobre princesa. Ao passar pelo pequeno portão de acesso à torre, subia desesperadamente as dezenas de degraus da escada em espiral, até que ao passar pela porta de entrada da torre, e viu um pequeno salõ, e uma senhorinha debruçada sobre uma roca antiga de fiar. Mais ao lado, contemplava um lindo pézinho, possivelmente da donzela que dormia em um sono centenário.

Ansioso por tê-la encontrado, engoliu em seco, as mãos começaram a suar, e, com o coração disparado foi entrando e se aproximando do aposento, em que a Bela Adormecida encontrava-se. À um palmo de distância da cama, o príncipe parou, e ficou contemplando a princesa que dormia tão bela, com os cabelo soltos, espalhados no travesseiros, o rosto rosado e suave. Com lágrimas escorrendo de seus olhos, aproximou-se de seu ouvido, e disse baixinho:

— Vamos, bela princesa, acorde… Não deixe que o mal vença a plenitude de sua pureza… Você precisa viver… O reino precisa de você…

O príncipe, ergueu-se, olhando para ela, e viu que ela continuava imóvel, então, abaixou-se novamente, e deu-lhe um beijo de amor.

Neste instante, a Bela adormecida despertou, abrindo lentamente os olhos. Então, vendo o príncipe, olhando em seus olhos, falou:

— É você o meu amor verdadeiro, que há cem anos esperei. Eu te amo!

Então, os dois sorriram, deram as mãos, e foram descendo pelas escadas da torre, alegres e contentes. E a princesa olhou-o e disse:

— Como eu dormi! Acho que nunca mais vou ter sono! — brincou.

Então quando chegaram no jardim do castelo, viram que tudo voltara ao normal, os pássaros voando e cantando, os patinhos nadando, os cachorros correndo, e de longe se via e ouvia as charretes andando. O fogo das lareiras queimavam em chamas, e o vento, voltava a brisar.

Ao entrar no castelo, viram o rei e a rainha em seu trono, que com um largo sorriso os receberam. Na cozinha, a panqueca que flutuou imóvel no ar, logo desceu à assadeira, para o seu lado dourar... Os mordomos, já estavam servindo a mesa para o banquete de desjejum.

Com a mesa posta, o príncipe mais corajoso e apaixonado de todos os reinos, pediu a mão da Bela Adormecida em casamento, e o rei a concedeu.

Então eles se casaram, e foram felizes para sempre!

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