A Arte da Procrastinação Resumo - John Perry

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A Arte da Procrastinação

A Arte da Procrastinação Resumo
Produtividade & Gestão do Tempo

Este microbook é uma resenha crítica da obra: The Art of Procrastination: A Guide to Effective Dawdling, Lollygagging and Postponing

Disponível para: Leitura online, leitura nos nossos aplicativos móveis para iPhone/Android e envio em PDF/EPUB/MOBI para o Amazon Kindle.

ISBN: 978,85,438,0123,0

Resumo

Nem todos os procrastinadores são pessoas que são improdutivas. É possível procrastinar e na verdade, fazer com que isso seja positivo para sua rotina. Para John Perry, professor de filosofia e autor deste livro, se procrastinarmos de forma estruturada, podemos criar ciclos positivos e superar sérios problemas que atrapalham nossas vidas. Uma ideia bem interessante e estudada neste livro.

Se você é um procrastinador, ou se procura se tornar uma pessoa mais produtiva, tão somente. Observe o conteúdo disposto neste livro e aprenda a melhorar sua qualidade de vida. Obra ideal para ser lida ou ouvida em momentos de concentração e estudo.

John Perry é um professor de filosofia em Stanford, além de ser um renomado autor de livros de filosofia da linguagem, metafísica e filosofia da mente. Em suas produções, ele aborda diversos pontos a respeito da sociedade atual, e como nós podemos viver melhor no cenário que estamos inseridos. Entenda mais sobre o que ele tem a ensinar nos próximos 12 minutos!

Procrastinação estruturada

O conceito de procrastinação estruturada pode ser melhor entendido como uma metodologia que transforma procrastinadores em pessoas eficientes, admiradas e respeitadas por suas ações e pela inteligente utilização do tempo.

Os procrastinadores são as pessoas que retardam a realização de tarefas necessárias. Sua estruturação, portanto, consiste na arte de fazer que essa característica negativa trabalhe a seu favor. Afinal, procrastinar não significa que você não fará o que precisa ser feito.

De fato, os procrastinadores realizam coisa de utilidade marginal, tais como apontar lápis ou jardinagem. Por quê? Porque são uma maneira de não realizar uma tarefa mais importante.

Se apontar lápis fosse a sua tarefa, nenhuma força no mundo o levaria a realizá-la. O procrastinador pode ser incentivado a fazer coisas importantes, convenientes e difíceis, desde que elas sejam um meio para não fazer algo mais importante.

Estruturar a procrastinação significa moldar as tarefas de forma a explorar esse fato.

De modo geral, indivíduos assim seguem um caminho torto. Tentam diminuir a relevância dos compromissos assumidos, supondo que, quando tiverem poucas tarefas a realizar, deixarão de procrastinar. Porém, isso vai contra sua natureza íntima, destruindo sua mais profunda fonte de engajamento e motivação.

As tarefas que entrarão em sua lista devem ser as mais relevantes, e o único meio de as evitar será não fazer coisa alguma. Trata-se de uma forma de se tornar uma pessoa ineficiente.

O truque consiste em colocar os projetos certos no topo da lista. O tipo ideal de atividade possui duas características: primeiro, parecem muito importantes, embora não o sejam. Em segundo lugar, elas aparentam ter prazos bem definidos, apesar de não ser assim.

Nesse ponto, a procrastinação estruturada demanda uma boa dose de autoengano, pois, na prática, estamos realizando, constantemente, um esquema piramidal sobre nós mesmos!

Devemos ser capazes de nos comprometer com essas atividades e reconhecer a importância de adotarmos prazos fictícios. Dessa forma, sentiremos que elas são urgentes e necessárias. Isso não será um problema, pois os procrastinadores, em geral, são experts no autoengano.

E o que pode ser mais interessante do que utilizar um defeito de caráter para combater os efeitos nocivos de um outro?

Perfeccionismo e procrastinação e perfeccionismo

Se tudo estiver funcionando segundo o plano, você poderá perceber que, embora seja um procrastinador, é uma pessoa estruturada que realiza muitas tarefas valiosas.

O perfeccionismo é um traço de caráter que tende a passar despercebido por boa parte dos procrastinadores, pelo simples fato de que jamais fizemos nada perfeitamente. Nunca nos foi dito que algo que realizamos era perfeito.

Tendemos a pensar, erroneamente, que ser perfeccionista implica, necessariamente, ter completado um trabalho com perfeição. Porém, isso nada mais é do que uma falha da dinâmica elementar do perfeccionismo.

De acordo com o que nos interessa aqui, o perfeccionismo nada mais é do que uma enganadora fantasia. Em geral, funciona da seguinte maneira: você é solicitado a realizar algo.

Então, aceita o trabalho e, de imediato, a sua vida imaginária vem à luz: você se fantasia realizando tarefas com excelência e de alta qualidade.

Assim é o perfeccionismo em seu sentido relevante. Não se refere a, de fato, realizar algo perfeito. Refere-se a utilizar o trabalho que você aceita para nutrir sua fantasia de cumprir tarefas com perfeição.

Mas, quem estabeleceu que um trabalho que não seja tão perfeito deve ser descartado? Você deve entender que pode, sim, realizar tarefas razoavelmente bem-feitas, em vez de esperar ter as condições necessárias (que nunca virão) para entregar a perfeição.

Lista de tarefas

Caso você já seja um procrastinador bem estruturado, certamente registrou em algum lugar ou, pelo menos, tem em mente as próximas tarefas a serem realizadas em determinado espaço de tempo.

No topo, incentivando-a a realizar coisas menos importantes, deve haver algo que pareça de maior importância. Esse deve se o fundamento da sua lista de prioridades.

Trata-se de uma lista a longo prazo; os projetos incluídos devem deixar você ocupado por certo tempo.

Entretanto, o que o autor propõe é a criação de uma lista diferente, com afazeres diários. Muitas pessoas usam listas desse tipo. Você poderia considerar o propósito de ter uma lista que o lembre do que deve ser feito, porém, essa não é a sua meta principal.

O objetivo central da lista de afazeres diários é oferecer ao procrastinador a oportunidade de riscar as tarefas que vão sendo finalizadas. Marcar o item gera um benéfico impulso à nossa mente.

Contribui para que pensemos em nós mesmos como conquistadores, realizadores e não preguiçosos e lentos. Dividir tarefas grandes (geralmente, as mais intimidadoras) em pequenas partes é essencial nos momentos raros, mas tenebrosos, em que a estruturação não funciona.

Aqui está a história que a romancista Anne Lamott conta em seu livro para escritores, “Palavra por palavra”:

“Há trinta anos meu irmão mais velho, que tinha uns dez anos na época, estava tentando escrever um trabalho escolar sobre pássaros. Ele tinha tido três meses para fazer essa tarefa e a data final era o dia seguinte.

Estava na mesa da cozinha prestes a chorar, cercado por um fichário e vários lápis, além de livros fechados sobre pássaros, imobilizado pelo tamanho da tarefa que deveria realizar. Então meu pai se sentou ao lado dele, pôs o braço sobre o ombro do meu irmão e falou: ‘pássaro por pássaro, rapaz. Pegue um pássaro por vez’”.

Entre no ritmo

Muitos procrastinadores experimentam ataques de depressão. Se a depressão leva à procrastinação, ou o contrário, ninguém sabe ao certo. Independentemente da ordem, o fato é que uma potencializa a outra.

Há casos de depressão que exigem drogas ou psicoterapia (ou ambos). Ainda assim, a julgar pela própria experiência de nosso autor, a música certa é capaz de auxiliar muito, além de custo muito menos.

A tecnologia deve ser uma aliada. Não se trata de nada que Steve Jobs tenha elaborado. O bom e velho rádio relógio servirá, caso você ache uma estação que toque canções animadas no início da manhã.

Procure, na noite anterior, pela estação. Não importa de você gosta ou odeia as músicas reproduzidas, desde que a estação seja animada. Aumente o volume e coloque o rádio a uma boa distância de sua cama.

O procrastinador e o computador

De certo modo, o computador é um excelente objeto para os procrastinadores, uma vez que tendem a finalizar tarefas na última hora.

Caso o produto final seja do tipo que pode ser enviado por e-mail, o último segundo pode estar, até mesmo, mais perto dos prazos finais do que antigamente, quando deveria ir via correio.

Todavia, o computador é, também, a perdição para os procrastinadores, na medida em que ajuda a desperdiçar tempo em fáceis e tentadoras buscas inúteis. O grande problema reside em navegar pela internet e trabalhar com e-mails.

Afinal de contas, tudo depende das especificidades das tarefas que desempenha ao longo do seu dia e das características gerais de seu local de trabalho, seja o prédio da empresa, escritório ou sua própria casa.

Todavia, procure adaptar modificações em sua realidade, de modo a forçá-lo a se deparar com qualquer atividade exterior que impeça que você se perca, vagando sem sentido por interesses desconexos enquanto suas obrigações profissionais se acumulam.

Auxiliando o inimigo?

Talvez, a forma mais eficiente de enfrentar a procrastinação seja se unir a indivíduos que não tenham essa mesma característica. Embora os comportamentos das pessoas que não procrastinadoras pareçam ameaçadores e estranhos para nós, eles não devem ser considerados nossos inimigos.

No que se refere à necessidade de cumprir prazos, essas pessoas podem ser mais úteis do que os alarmes, embora não sejam tão fáceis de desligar.

Os procrastinadores precisam ser chatos?

O tipo de procrastinação que os outros acham infernal é normalmente uma forma de mostrar que você não é controlado pelos outros. Diferentemente do que muitas pessoas que se relacionam, pessoal ou profissionalmente, com procrastinadores possam pensar, não se trata de chatice ou arrogância.

Na verdade, a maioria de nós se sente culpada quando perdemos o prazo. Ficamos bastante chateados quando vemos que nossa procrastinação está prejudicando os outros. Os verdadeiros arrogantes não veem sua procrastinação como procrastinação.

Ao contrário, acham que é um ordenamento correto de prioridades que outras pessoas simplesmente não conseguem apreciar: Procrastinadores estruturados tendem a ser tipos mais humildes, que se sentem mal por serem inconvenientes a outros.  

Vantagens adicionais

Uma das grandes vantagens adicionais de tornar um procrastinador bem estruturado é que um trabalho importante, que esteja no topo da lista, simplesmente some. Como uma a capacidade de se autoenganar nem sempre é necessária ou indispensável, o mundo, às vezes, oferece um pequeno bônus a quem procrastina.

As ações de sua lista de prioridades deveriam sumir: para tanto, você pode as realizar ou, então, conseguir que outras pessoas as realizem.

Quando você demora para fazer algo, esperando que um indivíduo impaciente a realize, isso é chato e manipulativo. Contudo, se você apenas não se apressar em fazer, isso dará uma oportunidade a qualquer pessoa que, de fato, quer agir.

Há tarefas que desaparecem devido à própria irrelevância. Por vezes, quando você espera um certo tempo antes de assumir a realização de um projeto, pode acabar descobrindo algum elemento útil sobre como ele poderia ser feito.

Indivíduos brutais se admiram por serem “machos”; arrogantes compulsivos se admiram por prestarem atenção aos mínimos detalhes; pessoas más e egoístas, por sua dedicação a auxiliar o mercado a recompensar os talentosos e punir os fracassados; e assim por diante.

Nosso autor não quer que o procrastinador caia nesse engodo. A procrastinação é, de fato, um problema, não uma bem escondida virtude. Sua meta não é oferecer um sistema que converta o procrastinador em herói, mas ressaltar que não se trata do pior defeito que há no mundo.

Notas Finais

Enquanto seres humanos, não podemos ser considerados simples máquinas de raciocinar e tomar decisões. Somos, essencialmente, pacotes de caprichos, motivos, crenças e desejos. A qualquer hora, vontades de diferentes tipos competem pelo domínio de nossos pensamentos e corpos.

O Eu diligente deseja que o seu corpo se levante da cama. O Eu que adora o conforto que que você vire para o outro lado e durma por mais tempinho. O Eu racional almeja responder todos os e-mails, assim que chegam.

O Eu curioso, todavia, quer conhecer coisas novas para descobrir se há algo brilhante por aí, procurando oportunidades para desperdiçar tempo e atrasar o trabalho útil tanto quanto possa.

A racionalidade é um maravilhoso dom, porém, para muitos não é mais do que uma fina camada no topo de nosso pacote de vontades disparatadas.

Portanto, alegre-se consigo mesmo por tudo aquilo que consegue realizar. Utiliza sua lista de tarefas e fomente colaborações que possam impedir seu caminho de conquistas. Acima de todas as coisas, aproveite a vida!

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