101 Perguntas e Respostas para Investidores Iniciantes

Tiago Reis & Felipe Tadewald Também disponível em audiobook: Baixe nosso app para ouvir gratuitamente.

Em “101 Perguntas e Respostas para Investidores Iniciantes”, Tiago Reis e Felipe Tadewald, buscam incentivar os jovens leitores a ingressar, o quanto antes, na Bolsa de Valores.

O principal intuito da obra, portanto, é preencher as lacunas de orientações para aqueles que, embora já invistam em renda variável, ainda se sentem inseguros para seguir adiante. De fato, muitos investidores que passaram a obter bons resultados afirmam que, se pudessem, teriam começado antes a atuar no mercado financeiro.

Se você está interessado em fazer os seus primeiros aportes na Bolsa de Valores, a seleção das melhores perguntas e respostas que trazemos neste microbook poderá ajudar-lhe a economizar recursos e cortar caminho rumo à tão sonhada independência financeira. Boa leitura!

Por onde começar a investir na bolsa?

Antes de mais nada, você deve pagar as suas dívidas. Afinal de contas, os juros cobrados em nosso país são tão elevados que provavelmente você não conseguirá, a partir de suas aplicações, os mesmos rendimentos que os juros que você está pagando atualmente.

Feito isso, estabeleça o compromisso de poupar recursos todos os meses, promovendo um rígido controle financeiro. Se, para tanto, você precisar de alguma ferramenta, tal como uma planilha, não pense duas vezes antes de utilizá-la. Há dezenas de corretoras, algumas ligadas a bancos e outras independentes. Procure uma que:

  • seja lucrativa;
  • ofereça uma ampla prateleira de produtos de qualidade;
  • possua certificações da B3;
  • tenha preços de corretagem competitivos;
  • disponibilize elevada qualidade de serviços e uma plataforma tecnológica verdadeiramente estável.

Após abrir uma conta na corretora, envie dinheiro de seu banco para que ela possa começar a fazer investimentos em ações para você. Se ainda não adquiriu nenhuma ação, acione um Home Broker.

Qual o maior mito da Bolsa?

Para os autores, o maior mito é o da riqueza fácil e rápida. Ele se origina nos filmes que “retratam” Wall Street. Essas películas insistem em uma narrativa, segundo a qual, para ganhar dinheiro ao investir em ações é preciso desenvolver abordagens de curto prazo, frequentemente aplicando golpes. Todavia, isso está muito longe da verdade.

As grandes fortunas presentes na Bolsa pertencem aos chamados “homens de cabelos brancos”, isto é, investidores que há décadas investem em ações de boas organizações com abordagens de longo prazo.

Obviamente, a história do Lobo de Wall Street rende filmes melhores do que a trajetória de Warren Buffet, contudo, é a abordagem deste último que se provou vencedora.

O que fazer com pouco capital?

Faz sentido realizar aquisições no mercado fracionário, sobretudo, para os pequenos investidores que possuem capacidade de aportes limitada. Como nem todos os indivíduos conseguem amealhar valores suficientes para comprar um lote, o mercado fracionário torna-se a opção mais viável.

Na atualidade, as corretoras tendem a cobrar taxas bastante atrativas, inclusive, com alguns descontos exclusivos para quem deseja realizar operações no fracionário. Considere que muitos ativos possuem liquidez razoável nesse mercado.

Vale ressaltar, além disso, que o investidor pode manter, no mercado fracionário, recorrência nos aportes realizados, o que o incentiva a realizar aportes mensais e, consequentemente, o aproxima do mercado.

Em certas ocasiões, reunir o capital necessário para adquirir ativos em um lote padrão pode levar muito tempo, levando o investidor ao desânimo e a dar outro destino aos seus recursos.

Não obstante, lembre-se de que não são todos os ativos que contam com um fracionário líquido. Organizações menos líquidas e de menor porte podem apresentar grandes spreads no mercado fracionário, bem como preços bem diferentes daqueles que são oferecidos no mercado dito “padrão”.

Nesse caso, o mais indicado é reunir todos os valores necessários para fazer uma aquisição no lote padrão ou esperar até que os preços no fracionário estejam alinhados com os do lote, de modo a evitar pagar, por algum ativo, um valor acima do mercado.

O que são fundos imobiliários?

São os fundos de investimento que, por serem fechados, não apresentam possibilidade de resgate (embora seja possível negociar as cotas no mercado secundário) e são formados por um administrador, cujo principal objetivo é reunir recursos para fazer investimentos em ativos imobiliários, tais como:

  • títulos de dívidas imobiliárias (por exemplo, CRI e LCI), dividindo os resultados obtidos entre os cotistas;
  • imóveis residenciais;
  • imóveis de varejo;
  • sedes empresariais;
  • hospitais;
  • galpões logísticos;
  • shopping centers;
  • lajes corporativas etc.

Para que um fundo seja estruturado, seu administrador deverá contratar instituições financeiras e lançá-lo na B3 para que seja dividido em inúmeras cotas e vendido aos investidores via Oferta Pública.

Com os recursos assim arrecadados, o fundo adquire imóveis-alvos (também chamados de “títulos de lastro imobiliário), o que pode ser 100% de uma propriedade, vários prédios diferentes ou somente algumas salas comerciais, dependendo das estratégias de cada fundo.

O investidor, após adquirir cotas no mercado secundário ou entrar na oferta primária, passa a ser cotista do fundo imobiliário, tornando-se efetivamente sócio e, desse modo, fazendo jus aos resultados desses empreendimentos, que geralmente são os lucros obtidos do aluguel de lojas em shopping centers, espaços comerciais, lajes comerciais, dentre outros.

O fundo imobiliário pode integrar o segmento de desenvolvimentos imobiliários e, dessa forma, operar na construção e venda de imóveis, destinando os lucros aos seus investidores; ou no campo de dívidas imobiliárias, recebendo os juros e a correção monetária de seus ativos investidos.

Uma vez que cada fundo tem seu próprio perfil, é fundamental que os investidores conheçam bem e definam as características que mais lhe agradam antes de se decidir. São muitos os benefícios de investir em um fundo imobiliário, entre os quais, destacam-se:

  • ausência de burocracia: os investidores não necessitam cuidar de processos burocráticos relacionados à posse do imóvel;
  • rentabilidade atrativa: os yelds são maiores do que o investimento direto;
  • diversificação: há fundos que possuem dezenas de imóveis;
  • isenção fiscal de rendimentos: os investidores não precisam pagar impostos na hora de receber os rendimentos;
  • possibilidade de investir com poucos recursos: há cotas inferiores a R$10.

O que fazer para diminuir o risco de investir em ações?

Muitas pessoas querem investir no mercado de ações, mas, amedrontadas pela falsa noção de que investir em ações é muito arriscado, acabam por desistir da ideia. Não obstante, o mercado acionário não deve ser tido como necessariamente arriscado, pois, investir com segurança é algo plenamente possível.

Há inúmeras formas de reduzir os riscos e tornar o mercado bem menos volátil do que ele aparenta ser. Para tanto, é preciso focar em empresas saudáveis, sólidas, com baixo endividamento, métricas de rentabilidade positiva, inseridas em setores anticíclicos, perenes e que paguem bons dividendos.

Ao investir em empresas com esse perfil, por serem organizações resilientes e maduras, geralmente líderes em seus mercados e com boas vantagens competitivas, os investidores conseguem reduzir significativamente a volatilidade de suas carteiras e o próprio risco de ver os números de suas empresas se deteriorarem.

Em condições normais, as empresas que oferecem mais risco ao investidor são aquelas que possuem endividamento elevado, balanços deteriorados, inseridas em setores cíclicos (por exemplo, siderurgia e mineração), e com pouca consistência em seus históricos.

Outra forma de reduzir drasticamente os seus riscos é por meio da diversificação. Com efeito, ao diversificar sua carteira entre vários setores e várias empresas, escolhendo preferencialmente apenas boas organizações, os investidores também podem minimizar eventuais impactos deletérios de uma empresa que, por um motivo ou outro, tenha um desempenho insatisfatório.

Imagina que você montou, há um ano, uma carteira com R$ 100 mil investidos em ações, distribuídos igualitariamente por dez empresas. Se uma delas passar por grandes problemas e o seu investimento se reduzir de R$ 10 mil a R$ 3 mil, enquanto as outras se valorizam cerca de 15%, o seu saldo seria de R$ 106.500.

Isso significa que, mesmo contando com uma empresa que enfrenta sérios problemas e se desvaloriza 70% ao longo de um ano, a sua carteira, ainda assim, se valorizou 6,5% nesse período.

Portanto, diversificar a carteira e investir em boas empresas, sempre acompanhando suas performances e averiguando suas métricas, são formas eficientes de reduzir os riscos de investir no mercado acionário e aumentar as chances de sucesso a longo prazo.

Notas finais

Uma das mensagens mais animadoras de Tiago Reis e Felipe Tadewald é a de que não há segredo para acelerar a sua liberdade financeira e, assim, receber rendas passivas em quantidade suficiente para cobrir as suas despesas.

É necessário economizar com consistência e investir com inteligência: dessa forma, você terá as condições elementares para captar ativos que lhe forneçam as rendas almejadas. Logo, você tem, a partir de hoje, duas frentes de atuação: o aumento de suas receitas e a contenção de gastos. Mãos à obra!

Dica do 12’

Gostou do microbook? Então, leia também “Money: Master the Game” e aprenda a colocar o seu dinheiro nos lugares certos para criar uma fonte de renda vitalícia para você e sua família!

 

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